FII / Papel (CRI) · dados de 2026-07-17 17:05 · ✓ dados verificados
| Verificação | Investidor10 | Oficial (B3/CVM) | Diferença | Status | Obs. |
|---|---|---|---|---|---|
| cotacao vs B3 | 86,51 | 86,64 | 0,15% | ok | B3 em 2026-07-17 16:50:00 |
| VPA vs CVM | 100,73 | 100,96 | 0,22% | ok | informe CVM ref 2026-05-01 |
| cotistas vs CVM | 77.126,00 | 75.892,00 | 1,63% | ok | informe CVM ref 2026-05-01 |
| patrimônio líquido vs CVM | 1.290.000.000,00 | 1.289.154.179,60 | 0,07% | ok | informe CVM ref 2026-05-01 |
Data da análise: 17/07/2026 (rev. 2 — dados oficiais CVM incorporados) · Preço de referência (B3): R$ 86,64 · Tipo: FII de Papel (CRI, gestão ativa) Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,78% (12M) · IPCA 4,64% (12M) · IFIX 3.847 pts (máxima histórica) Verificação de dados: ✓ ok (Investidor10 × B3/CVM — VPA diverge só 0,22%)
| Indicador | Valor | Leitura |
|---|---|---|
| P/VP | 0,86 | Desconto de ~14% sobre o VPA oficial de R$ 100,96 (Informe CVM, mai/2026) |
| DY 12M | 15,87% | R$ 13,73/cota em 12M; ~1,1 p.p. acima do CDI do período |
| Último rendimento | R$ 1,00/cota | ~1,15% a.m. sobre a cotação; estável há meses |
| Liquidez diária | R$ 4,1 M | Suficiente para pessoa física; modesta para posições grandes |
| Patrimônio | R$ 1,289 bi · 75.892 cotistas | Oficiais CVM (mai/2026); porte médio, base pulverizada |
| Taxa de administração | 0,20% a.a. (contratual) | Baixa para o setor; despesas totais reportadas à CVM são maiores — conferir relatório gerencial |
Os números centrais da tese foram confirmados na fonte oficial (Informe Mensal CVM): patrimônio de R$ 1,289 bi (0,07% de diferença vs site), VPA R$ 100,96, 12,77 mi de cotas.
O fundo é de crédito imobiliário "private" — CRIs originados/estruturados pela RBR, com carteira majoritariamente indexada ao CDI (Suno, 11/06/2026). Com CDI a ~14,8%, o carrego é excelente e explica o DY alto sem depender de eventos não recorrentes. O P/VP de 0,86 gera um efeito duplo: quem compra hoje trava um yield sobre custo maior que o yield patrimonial, e há potencial de fechamento do desconto.
Sentimento líquido: positivo para o fundo, neutro-negativo para o segmento de crédito.
Tese Otimista (Touro) 1. Carrego real elevado: DY ~15,9% com IPCA a 4,6% → retorno real de dois dígitos, raro mesmo no Brasil. 2. Desconto de 14% sobre o patrimônio com resultado recorde — o mercado precifica um risco que os números até agora não mostram. 3. Taxa de administração de 0,20% deixa mais resultado para o cotista que praticamente qualquer par. 4. Queda esperada da Selic tende a comprimir yields e empurrar o preço dos FIIs para cima (fechamento de desconto). 5. Gestão ativa da RBR com histórico no setor imobiliário e originação própria.
Tese Pessimista (Urso) 1. "Private credit" imobiliário é exatamente o segmento na mira da onda de recuperações judiciais — um único CRI problemático pode consumir meses de rendimento. 2. Carteira CDI-indexada: se a Selic cair para ~12%, o rendimento cai quase proporcionalmente; o DY de 15,9% olha pelo retrovisor. 3. O desconto de 14% pode ser informação, não oportunidade — o mercado pode estar precificando risco de crédito da carteira que os relatórios ainda não reconheceram (marcação). 4. Liquidez de R$ 4,1M/dia dificulta saída rápida em estresse. 5. FII de papel não tem o ganho de capital estrutural de tijolo num ciclo de afrouxamento — o "upside" é limitado ao fechamento do desconto.
| Risco | Severidade | Monitorar |
|---|---|---|
| Crédito/inadimplência nos CRIs (onda de RJs) | Alta | Relatório gerencial mensal: inadimplência, LTV médio, concentração por devedor |
| Queda do CDI reduz rendimento distribuído | Média | Trajetória Selic (Copom); % da carteira em CDI vs IPCA+ |
| Desconto patrimonial persistente / marcação | Média | Evolução do P/VP vs pares (KNCR11, KNCA11); reavaliações da carteira |
| Liquidez de mercado | Baixa/Média | Volume diário; não exceder posição que leve >5 dias para desmontar |
Nota dividendos: 8,5/10 · Nota valorização: 6,0/10 · Recomendação: Comprar (perfil renda)
Para quem busca renda mensal, RBRY11 combina yield alto e até agora sustentado por resultado operacional recorde, custo de gestão baixo e desconto patrimonial — um conjunto raro. A nota de valorização é moderada: o upside relevante é o fechamento do desconto de ~14%, mas fundos de papel capturam menos o ciclo de queda de juros e o rendimento nominal deve diminuir junto com o CDI. O ativo faz sentido como posição de renda dentro de uma carteira diversificada, não como aposta de ganho de capital.
Gatilhos que mudariam a tese: - Aparecimento de inadimplência/renegociação relevante na carteira de CRIs → reavaliar imediatamente (downgrade). - Selic abaixo de ~12% sem recomposição do rendimento → nota de dividendos cai. - Fechamento do desconto (P/VP → 1,0) → tese de valorização realizada; reavaliar se o yield residual ainda compensa.
Fontes: Investidor10 (indicadores, 17/07/2026), Suno, Fiis.com.br, Money Times, Seu Dinheiro, Estadão, Folha de S.Paulo (Google News, últimos 90 dias).
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