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PSSA3 — Porto Seguro ON

R$ 50,18 (B3)

Seguros / Seguridade · dados de 2026-09-15 10:32 · ⚠ divergência leve

Preço teto — quanto vale a pena pagar

bazinbazin: R$ 22,1922,19gordongordon: R$ 13,7413,74grahamgraham: R$ 53,5253,52multiplo plmultiplo pl: R$ 48,7148,71multiplo pvpmultiplo pvp: R$ 41,6741,67Faixa da matriz de sensibilidade: R$ 26,56 a R$ 38,51DCF DamodaranDCF Damodaran: R$ 31,2531,25921344658Preço hoje: R$ 50,18hoje 50,18Preço teto: R$ 23,70
preço justo do método faixa de sensibilidade do DCF ┆ preço de hoje │ preço teto (com margem)
Preço atual R$ 50,18 fonte: B3
Preço justo (consenso) R$ 36,46 mediana das famílias de métodos
PREÇO TETO R$ 23,70 com margem de 35%
Situação acima do teto ⚠ -52,8% até o teto

⚠ acima do teto, MAS o modelo não é confiável aqui: 1 alerta(s) sobre os dados — leia antes de usar o número

⚠ DPA de 12M (R$ 3.0126) é 1.6x diferente da média de 5 anos (R$ 1.8636) — o provento teve extraordinário. Métodos de renda (bazin, gordon) devem ser lidos com ressalva.

Confiança do consenso: baixa · faixa dos métodos: R$ 13,74 a R$ 53,52 · consenso por família: renda R$ 17,96, lucro R$ 51,12, patrimonio R$ 41,67, fluxo_caixa R$ 31,25 (a mediana usou só as duas do meio — renda e lucro ficaram fora) · DY no preço teto: 7,86% (hoje: 3,71%)

MétodoPreçoComo foi calculado O que significa
bazinR$ 22,19DPA de R$ 1.8636 exigindo DY de 8.40%Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação.
gordonR$ 13,74DPA R$ 1.8636, crescimento 3.9% a.a., desconto 18.00%Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio.
grahamR$ 53,52LPA R$ 5.23 e VPA R$ 24.35Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto.
multiplo plR$ 48,71P/L mediano de 9.32 (8 anos) sobre base de R$ 5.23Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história.
multiplo pvpR$ 41,67P/VP mediano de 1.71 (8 anos) sobre base de R$ 24.35Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história.
dcf damodaranR$ 31,25excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 26.56–38.51)Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado.

Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40% · desconto 18,00% · crescimento usado 3,90% · DPA base R$ 1,8636 = mediana de (12M: R$ 3,0126 · média 5a: R$ 1,8636 · normalizado: R$ 1,2176) · LPA base R$ 5,23 = mediana de (último ano: R$ 5,23 · meio de ciclo: R$ 2,50 · trimestre anualizado: R$ 6,09). Ajuste em config/valuation.json.

Valuation intrínseco — 10 anos projetados (método Damodaran)

Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.

Preço hoje R$ 50,18
Valor intrínseco (cenário base) R$ 31,98 -36,3% vs preço
Valor esperado (3 cenários) R$ 31,25 média ponderada 25/50/25
Comprar abaixo de R$ 25,58 margem de segurança de 20%

Três mundos possíveis

pessimista · peso 25%
R$ 19,66
-60.8% vs preço de hoje
roe -3.0 p.p., g -2.0 p.p., ke +2.0 p.p., margem -3.0 p.p.
base · peso 50%
R$ 31,98
-36.3% vs preço de hoje
premissas centrais
otimista · peso 25%
R$ 41,37
-17.6% vs preço de hoje
roe +3.0 p.p., g +1.0 p.p., ke -1.5 p.p., margem +3.0 p.p.

De onde sai o valor

Patrimônio hoje (VPA)
R$ 24,35
+ excedente em 10 anos
R$ 4,72
+ excedente perpétuo
R$ 2,91
= valor por ação
R$ 31,98

54% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.

Os motores do valor

Taxa livre de risco
7,87%
Selic projetada para 2030 pelo mercado (Focus/BCB): 10.00% − spread de default do Brasil 2.13% (Ba1 (Moody's))
Custo de capital (ke)
15,34%
7.87% + 1.00 × 7.47% = 15.34% · beta alavancado do setor 'Total Market' = 1.00 (sem realavancagem: dívida é matéria-prima do negócio)
ROE normalizado
18,25%
mediana dos últimos anos; último ano fechou em 21,48%
Payout normalizado
39,30%
fatia do lucro que sai como provento; o resto fica e rende ROE
Crescimento do lucro
11,08%
(1 − payout 39%) × ROE 18.25% = 11.08% ao ano de lucro retido
ROE na perpetuidade
17,34%
menor entre o ROE normalizado (18.25%) e o custo de capital + 2.0 p.p. de vantagem competitiva (17.34%) — o modelo não assume que a empresa melhora sozinha
Patrimônio por ação (VPA)
R$ 24,35
é a âncora do modelo: o valor parte daqui e soma só o excedente
Crescimento perpétuo
5,50%
IPCA 3.50% (IPCA projetado para 2030 (Focus/BCB)) + PIB real 2.0% = 5.50% (limitado a 7.87%)
Prêmio de risco Brasil
7,47%
Damodaran, atualizado em 2026-01-05

E se as premissas estiverem erradas?

Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo →-2 p.p.-1 p.p.+0 p.p.+1 p.p.+2 p.p.
-2 p.p.35,5536,0436,6637,4538,51
-1 p.p.33,3333,7134,1734,7435,49
+0 p.p.31,3331,6331,9832,4132,95
+1 p.p.29,4029,6329,8930,2130,60
+2 p.p.26,5626,6526,7526,8727,01

Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.

O que o preço de hoje já está dizendo

Para o preço de hoje ser o valor justo, o crescimento teria que ser +8.11 p.p. do que assumimos, ou o custo de capital -5.54 p.p..

Os 10 anos projetados (cenário base)

AnoVPAROE %Lucro/açãoPayout %ProventoExcedenteA valor de hoje
124,3518,254,4439,301,750,711,51
227,0418,254,9439,301,940,791,46
330,0418,255,4839,302,150,881,40
433,3718,256,0939,302,390,971,35
537,0618,256,7639,302,661,081,30
641,1718,077,4444,903,341,121,42
745,2717,898,1050,504,091,151,51
849,2717,718,7256,304,921,171,57
953,0817,529,3062,205,791,161,60
1056,6017,349,8168,306,701,131,61

Checagem interna do modelo: diferença de R$ 0,0000 entre somar o caixa recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.

Em quais meses este ativo paga

jan
fev
mar
abr1,1132
mai
jun
jul
ago
set
out
nov0,4577
dez

Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 3,0126 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 1,8636.

Links e documentos

Documentos oficiais (CVM)

Histórico (10 anos)

AnoDY %Payout %ROE %P/LP/VPLucro líq.
20262,03 B
20255,3639,3121,489,251,993,42 B
20244,2936,8018,828,801,662,69 B
20235,0420,2918,257,991,462,31 B
20225,0480,7010,7213,101,411,15 B
202113,0658,6116,038,371,341,54 B
20204,3744,7518,839,381,771,69 B
20193,4252,6716,6814,532,421,38 B
20187,76100,2117,1512,832,201,31 B
20174,1734,8414,2710,571,511,10 B
20165,1144,1013,089,181,200,91 B

Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.

Verificação de dados (Investidor10 × fontes oficiais)

VerificaçãoInvestidor10Oficial (B3/CVM)DiferençaStatusObs.
cotacao vs B350,0450,180,28%okB3 em 2026-09-15 10:17:00
ROE vs CVM (anualizado, aproximado)25,00atencaovalor ausente em uma das fontes

Dados oficiais — ITR consolidado (CVM)

Referência2026-06-30
Patrimônio líquidoR$ 16.223.389.000,00
Lucro líq. acumuladoR$ 2.028.262.000,00
Período do lucro2026-01-01 a 2026-06-30

Análise

PSSA3 — Porto Seguro S.A. (Porto)

Data da análise: 07/08/2026 Preço de referência: R$ 49,99 ⚠️ Fonte do preço: Investidor10 (data/fundamentals/PSSA3.json). A API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (b3_quote: null; HTTP 520). O preço citado não é o oficial da B3. A validação está em atencao por essa ausência.

Motivo da reabertura: resultado do 2T26 divulgado hoje, 07/08/2026 (lucro de R$ 879,4 mi, +0,2% a/a, com a ação caindo), somado à idade da análise anterior (25/07/2026, 13 dias).


1. Analista Fundamentalista

Indicadores correntes

Indicador Valor
Cotação R$ 49,99
P/L 8,77
P/VP 2,00
DY 12M 5,72%
Variação 12M −0,88%

Macro: Selic 14,00%, CDI 12M 14,71%, IPCA 12M 4,64%.

O resultado do 2T26 — e o que ele revela sobre o 1T26

Lucro de R$ 879,4 mi, +0,2% a/a (InfoMoney, Money Times, Investidor10, 07/08/2026); recorrente de R$ 889 mi (Visno Invest, 07/08/2026). A ação caiu no dia, com o mercado apontando o braço de crédito — "Banco da Porto tropeça no crédito, derruba as ações e reacende alerta; BTG vê oportunidade" (Seu Dinheiro, 07/08/2026).

O pipeline confirma: data/history traz 2026 acumulado em R$ 2.028,3 mi e o ITR da CVM traz R$ 1.141,6 mi até 31/03. O 2T26 implícito é R$ 886,6 mi — e, sequencialmente, −22,4% vs. o 1T26.

O achado mais importante desta análise vem do release do 1T26 (data/reports/PSSA3/, fonte primária). O "+36,3%" do 1T26, que sustentava a leitura otimista, era linha de imposto:

1T26 1T25
LAIR 1.575,1 mi 1.480,4 mi (+6,4%)
IR e CSLL (180,3) mi (388,9) mi (−53,6%)
Alíquota efetiva 13,8% 31,8%
Lucro líquido 1.134,0 mi (+36,3%) 832,3 mi
Lucro recorrente 958,3 mi (+15,1%) 832,3 mi

A própria empresa lista o ajuste: −R$ 175,9 mi de "Incorporação e Amortização de Intangíveis", sendo reversão de imposto diferido de −R$ 185 mi da incorporação da ISAR. Refazendo o 1T26 com a alíquota do 1T25, o lucro teria sido de R$ 816,6 mi contra R$ 820,0 mi — ou seja, −0,4%. O LAIR cresceu 6,4%; o resto foi imposto. A sequência real não é +36,3% → +0,2%; é ~0% → +0,2%. E o DCF usa alíquota de 31,8%, a normal.

Limitação declarada: o release do 2T26 não está no índice IPE. Inadimplência, cobertura e abertura por vertical do 2T26 não estão disponíveis — tudo abaixo é do 1T26 oficial.

O braço de crédito não "tropeçou" no 2T26 — vinha piorando há cinco trimestres

Série do Porto Bank (release do 1T26, fonte primária):

Métrica 1T25 2T25 3T25 4T25 1T26
Over-90 (base 360d) 6,0% 6,9% 7,2% 7,3% 8,2%
Over-90 (base 540d) 7,8% 9,0% 9,6% 9,9% 11,4%
Cobertura do Estágio 3 68,8% 67,4% 67,5% 67,7% 60,8%
Custo de crédito 8,2% 8,2% 8,6% 10,1% 10,8%
Perdas de crédito (R$ mi) 375,6 415,3 392,6 457,2 513,8

Cinco altas consecutivas no over-90 (+2,2 p.p. em 12 meses) com a cobertura caindo 8,0 p.p. no mesmo período. Na DRE consolidada, Perdas de Crédito subiram 44,3% a/a (R$ 503,1 mi → R$ 725,8 mi) — cinco vezes o crescimento da receita total (+8,8%). A queda aparente do Estágio 3 (15,3% → 13,8%) veio em parte de uma antecipação de baixa de R$ 953 mi, "com menor expectativa de recuperação": crédito ruim saindo do denominador, não cliente pagando. A própria Porto escreve: "refletindo o ciclo de crédito mais adverso do mercado".

Histórico — 10 anos (data/history/PSSA3.json)

Ano Lucro (R$ mi) ROE Payout LPA VPA P/L P/VP
2016 911 13,08% 44,1% 1,42 10,82 9,18 1,20
2017 1.098 14,27% 34,8% 1,70 11,93 10,57 1,51
2018 1.309 17,15% 100,2% 2,03 11,82 12,83 2,20
2019 1.379 16,68% 52,7% 2,13 12,79 14,53 2,42
2020 1.688 18,83% 44,7% 2,61 13,87 9,38 1,77
2021 1.544 16,03% 58,6% 2,39 14,90 8,37 1,34
2022 1.152 10,72% 80,7% 1,76 16,37 13,10 1,41
2023 2.315 18,25% 20,3% 3,50 19,20 7,99 1,46
2024 2.691 18,82% 36,8% 4,09 21,73 8,80 1,66
2025 3.424 21,48% 39,3% 5,23 24,35 9,25 1,99
2026 (1S) 2.028

Valores por ação normalizados (splits.py; desdobramento 1:2 em 2021).

O momento atual é exceção ou regra? A composição de longo prazo é excelente e continua sendo o melhor argumento do ativo: lucro de R$ 911 mi (2016) para R$ 3.424 mi (2025), CAGR de 15,8% a.a. em 9 anos, com ROE subindo de 13,1% para 21,5% e VPA mais que dobrando. O ano de 2025 foi conferido contra a DFP oficial (dfp_check.diff_pct = 0.0).

Mas o ROE de 21,48% de 2025 é o pico da década (média de 10 anos: 16,53%), e a série mostra que essa empresa tem ciclo: em 2022 o lucro caiu 25,4% e o ROE foi a 10,72%. O DCF já normaliza para 18,25% — acima da média histórica — e mesmo assim chega a R$ 31,98.

Renda mensal — o ponto crítico para esta carteira: meses_pagamento = [4, 11]. PSSA3 paga em 2 dos 12 meses. Pior: a defasagem entre declaração e pagamento é brutal — o JCP com data-ex de 22/06/2026 só é pago em 30/04/2027 (10 meses), e o de 30/03/2026 só em 31/12/2027 (21 meses). Dos proventos já declarados, o que efetivamente cai na conta entre ago/26 e ago/27 é R$ 0,8861 + R$ 0,5128 = R$ 1,3989 brutos = 2,80% sobre R$ 49,99 (~2,62% líquido, já que 70,6% é JCP com 17,5% de IRRF).

O dpa_12m é R$ 3,0126 (6,03%), mas o data/valuation levanta dividendo_anormal — 1,6× a média de 5 anos de R$ 1,8636. Com o provento normalizado, o DY cai para 3,73% contra CDI de 14,71%.


2. Analista de Notícias

Do ativo: o 2T26 dominou o noticiário de hoje — "Porto (PSSA3) lucra R$ 879,4 milhões no 2º tri, alta anual de 0,2%" (InfoMoney, 07/08/2026); "Banco da Porto tropeça no crédito, derruba as ações e reacende alerta; BTG vê oportunidade" (Seu Dinheiro/Money Times, 07/08/2026). A Genial já avisava na prévia: "Provisões de Crédito Devem Pressionar" (06/08/2026). Antes disso, o BTG registrava: "Porto segue sem gatilho, apesar de operação sólida" (via Estadão, 21/07/2026).

Do setor (data/news/topic-seguros-seguridade-brasil-mercado.json): o ciclo virou para todos. BB Seguridade lucrou R$ 2,15 bi no 2T26, queda de 3,9% a/a (InfoMoney, 03/08/2026); o JPMorgan rebaixou a Caixa Seguridade e a CXSE3 caiu 5% (InfoMoney, 24/07/2026). A Exame (01/07/2026) registrava que as seguradoras estavam "entre as maiores altas da bolsa no 1º semestre" — múltiplo esticado justamente na véspera dos números fracos.


3. Debate (subagentes independentes)

🐂 Caso Touro

  1. O susto atinge a menor vertical, não o motor. No 1T26 o Porto Bank foi R$ 211,5 mi de R$ 1.141,6 mi — 18,5% do lucro. O motor é Seguros: R$ 467,1 mi (+49,0%), ROAE de 33,8% (+11,2 p.p.), combinado ampliado de 85,1% (−4,3 p.p.). Porto Saúde: +20,1%, ROAE 36,5%. Até o Bank cresceu 10,1%, com o melhor índice de eficiência da sua série (27,7%).
  2. O semestre cresceu ~18%. Anualizando o 1S26: R$ 4,06 bi vs. R$ 3,42 bi em 2025 (+18,5%). Um trimestre flat contra base forte não interrompe um CAGR de 15,8% em 9 anos.
  3. O derating já aconteceu. O release do 1T26 registra cotação de R$ 49,62 em mar/26 com +31,7% em 12 meses; hoje o papel está em R$ 49,99 e −0,88% em 12 meses. Cinco meses de lucro crescente sem preço. P/L forward de 7,93× contra mediana de 8 anos de 9,32×voltar ao próprio múltiplo já daria R$ 58,72 (+17,5%) sem reaceleração.
  4. A renda é maior do que o DY de vitrine e é crescente. R$ 3,0126/ação em 12 meses (6,03%), quase tudo em JCP. Série: 2022 R$ 1,159 → 2025 R$ 2,593 (+68%) → 2026 já em R$ 1,941. Payout de apenas 39,3% com ROE de 21,5% — há folga para elevar.
  5. O DCF assume que a Porto piora, e assume por regra. ROE terminal de 17,34% com o motivo declarado no arquivo ("o modelo não assume que a empresa melhora sozinha"), contra 29,14% anualizado medido contra a CVM. O beta é 1,00 do "Total Market", não de seguros. Graham (R$ 53,52) e múltiplo P/L (R$ 48,71) sustentam preço acima — mas a família "lucro" foi descartada da mediana final.

🐻 Caso Urso

  1. O "+36% do 1T26" era imposto. Alíquota de 13,8% contra 31,8%; refazendo a conta, o 1T26 foi −0,4%. A sequência real é ~0% → +0,2%, e o 2T26 é −22,4% sequencial.
  2. O crédito piora há cinco trimestres, com a cobertura caindo junto. Over-90 de 6,0% para 8,2%; cobertura de 68,8% para 60,8%; custo de crédito +2,6 p.p.; perdas de crédito +44,3% a/a, cinco vezes o crescimento da receita. O colchão que absorveu 2025 acabou.
  3. O preço está acima do cenário otimista E acima de toda a matriz de sensibilidade. Pessimista R$ 19,66; base R$ 31,98 (−36,0%); otimista R$ 41,37 (−17,2%); topo das 25 células da matriz: R$ 38,51 (−23,0%); preço justo R$ 36,46; preço teto R$ 23,70. Não há combinação testada de custo de capital e crescimento que justifique R$ 49,99. O DCF reverso: o comprador está assinando 9,83% nominal ao ano, contra CDI de 14,71%.
  4. Como renda é pior do que parece: 2,62% líquidos em caixa nos próximos 12 meses, em 2 meses do ano. DY normalizado de 3,73%. Defasagem de pagamento de 10 a 21 meses.
  5. O único vertical que sustentou o resultado é o mais cíclico, e está no topo. No 1T26, três das quatro verticais tiveram ROAE em queda (Saúde −3,2 p.p., Bank −2,2 p.p., Serviços −3,5 p.p.); só Seguros subiu, +11,2 p.p. A sinistralidade de Auto já subiu sequencialmente (57,7% → 58,5%) e o prêmio ganho caiu 0,5% vs. o 4T25. O resultado financeiro já caiu 19,8% a/a com a Selic ainda a 14% — e o Focus projeta 10% para 2030.

4. Gestor de Risco

Risco Severidade Detalhe
Preço acima de todo o modelo Alta R$ 49,99 está 20,8% acima do cenário otimista (R$ 41,37) e 29,8% acima do topo da matriz de sensibilidade inteira (R$ 38,51). Retorno implícito de 9,83% contra CDI de 14,71%.
Ciclo de crédito Alta Over-90 subindo há 5 trimestres (6,0% → 8,2%) com cobertura em 60,8% (era 68,8%). Perdas de crédito +44,3% a/a. Carteira de R$ 22,9 bi ainda crescendo 13,7%.
Qualidade do lucro reportado Alta O crescimento do 1T26 veio de alíquota de 13,8% vs. 31,8%. Normalizado o imposto, o 1T26 foi −0,4%.
Concentração no ciclo de seguros Média Três das quatro verticais com ROAE em queda no 1T26; só Seguros sustentou, com combinado perto do melhor da série. Sinistralidade de Auto já subindo.
Renda mensal (calendário) Alta (para este objetivo) Paga em 2 dos 12 meses, com defasagem de 10 a 21 meses entre data-ex e pagamento. 2,62% líquido em caixa nos próximos 12 meses.
Qualidade do negócio Baixa CAGR de lucro de 15,8% em 9 anos, ROE de 13,1% para 21,5%, VPA +125%. O problema é o preço e o ciclo, não a empresa.

O que monitorar: (1) over-90 e cobertura do Porto Bank no release do 2T26 quando entrar no IPE; (2) alíquota efetiva de IR — se voltar aos ~31,8%; (3) sinistralidade de Auto e índice combinado; (4) resultado financeiro conforme a Selic cai.


5. Veredito

Recomendação: Evitar (antes: Neutro) — para aportes novos. É uma decisão sobre preço e sobre calendário, não sobre a qualidade da empresa.

Preciso ser claro sobre o que não mudou: a Porto continua tendo a melhor série de composição da watchlist — lucro multiplicado por 3,8× em nove anos (CAGR de 15,8%), ROE subindo de 13,1% para 21,5%, payout disciplinado de 39,3%. A nota de qualidade continua alta e o Touro está certo em três pontos: o problema do trimestre está numa vertical que era 18,5% do lucro, o DCF assume por regra que a empresa não melhora (ROE terminal de 17,34% contra 29,14% medidos contra a CVM), e a ação já devolveu toda a alta de 12 meses.

O que mudou é que a evidência de desaceleração deixou de ser um trimestre e virou um padrão, e o release do 1T26 — fonte primária — entrega a prova: o "+36,3%" que sustentava a tese era alíquota efetiva de 13,8% contra 31,8%; com imposto normalizado, o 1T26 foi −0,4%. Não houve desaceleração de +36% para +0,2%; houve dois trimestres seguidos de crescimento nulo, e o mercado só percebeu hoje. Do lado do crédito, o over-90 sobe há cinco trimestres consecutivos enquanto a cobertura caiu de 68,8% para 60,8% — o colchão que absorveu 2025 já foi gasto, e as perdas de crédito crescem 44,3% a/a contra receita de 8,8%.

E o preço não dá espaço para nada disso. R$ 49,99 está acima do cenário otimista do DCF (R$ 41,37) e acima da célula mais generosa de toda a matriz de sensibilidade (R$ 38,51) — não existe combinação de custo de capital e crescimento testada pelo modelo que justifique o preço de hoje. O comprador está assinando um retorno implícito de 9,83% ao ano com CDI a 14,71%. Isso é diferente de "caro mas defensável": nos outros três ativos reanalisados há ao menos um método sustentando o preço; aqui não há nenhum.

Para o objetivo específico desta carteira — renda nos 12 meses do ano — o veredito fica ainda mais claro: PSSA3 paga em 2 meses (abril e novembro), com defasagem de 10 a 21 meses entre a data-ex e o pagamento, e o que efetivamente entra em caixa nos próximos 12 meses são 2,62% líquidos. É o pior perfil de calendário da watchlist.

Evitar aqui significa "não aportar agora" — não é um julgamento de que a empresa é ruim. Se o preço voltar à faixa de R$ 36–41, a conversa muda completamente.

Notas: - nota_dividendos: 4,0 (antes 5,0) — cai um ponto: paga em 2 dos 12 meses, com defasagem de até 21 meses; DY normalizado de 3,73% contra CDI de 14,71%; apenas 2,62% líquidos em caixa nos próximos 12 meses. - nota_valorizacao: 3,5 (antes 4,5) — cai um ponto: o preço está acima de todo o modelo (inclusive do topo da matriz de sensibilidade) e o crescimento normalizado por imposto é ~0% por dois trimestres seguidos. - nota_qualidade: 8,0 (antes 8,5) — recua meio ponto. O track record de 9 anos segue excelente, mas cinco trimestres consecutivos de deterioração de crédito com cobertura caindo é mais que humor de trimestre; e o resultado do 1T26 dependeu de linha de imposto.

Perfil: empresa de qualidade para quem já é sócio e tem preço médio bem abaixo — faz sentido carregar. Não faz sentido para quem está montando renda mensal agora, nem para quem compra pelo valuation.

Gatilhos que mudariam a tese: 1. Preço na faixa de R$ 36–41 (preço justo / cenário otimista do DCF) — voltaria a Neutro ou Comprar, dado o ROE de 21,5%. 2. Over-90 do Porto Bank estabilizando com a cobertura voltando acima de 68% — removeria o principal risco operacional. 3. Alíquota efetiva voltando a ~31,8% com o lucro ainda crescendo — provaria que o crescimento é operacional e não fiscal.


Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.

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