Financeiro / Bancos · dados de 2026-09-15 10:29 · ✓ dados verificados
Confiança do consenso: média · faixa dos métodos: R$ 18,27 a R$ 38,18 · consenso por família: renda R$ 21,45, lucro R$ 36,23, patrimonio R$ 35,46, fluxo_caixa R$ 26,10 (a mediana usou só as duas do meio — renda e lucro ficaram fora) · DY no preço teto: 10,34% (hoje: 4,88%)
| Método | Preço | Como foi calculado | O que significa |
|---|---|---|---|
| bazin | R$ 24,62 | DPA de R$ 2.0683 exigindo DY de 8.40% | Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação. |
| gordon | R$ 18,27 | DPA R$ 2.0683, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.00% | Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio. |
| graham | R$ 38,18 | LPA R$ 3.49 e VPA R$ 18.55 | Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto. |
| multiplo pl | R$ 34,29 | P/L mediano de 9.82 (8 anos) sobre base de R$ 3.49 | Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história. |
| multiplo pvp | R$ 35,46 | P/VP mediano de 1.91 (8 anos) sobre base de R$ 18.55 | Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história. |
| dcf damodaran | R$ 26,10 | excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 22.48–33.58) | Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado. |
Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40%
· desconto 18,00% · crescimento usado
6,00% · DPA base R$ 2,0683
= mediana de (12M: R$ 3,1648 · média 5a:
R$ 2,0683 · normalizado:
R$ 1,6038) · LPA base R$ 3,49 = mediana de (último ano: R$ 4,07 · meio de ciclo: R$ 2,92 · trimestre anualizado: R$ —).
Ajuste em config/valuation.json.
Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.
⚠ ROE do último ano (21.9%) está longe da mediana de 5 anos (17.7%), que é o que o modelo usa. Se a mudança for estrutural e não cíclica, o valor está errado.
⚠ Beta do setor (0.76) ficou abaixo do piso de 0.80 e foi elevado — o custo de capital é uma escolha de política, não um dado. Veja a matriz de sensibilidade.
60% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.
| Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo → | -2 p.p. | -1 p.p. | +0 p.p. | +1 p.p. | +2 p.p. |
|---|---|---|---|---|---|
| -2 p.p. | 29,56 | 30,16 | 30,94 | 32,01 | 33,58 |
| -1 p.p. | 27,52 | 27,96 | 28,52 | 29,26 | 30,26 |
| +0 p.p. | 25,72 | 26,06 | 26,47 | 27,00 | 27,69 |
| +1 p.p. | 24,12 | 24,38 | 24,69 | 25,08 | 25,57 |
| +2 p.p. | 22,48 | 22,67 | 22,89 | 23,16 | 23,50 |
Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.
Para o preço de hoje ser o valor justo, o crescimento teria que ser +6.68 p.p. do que assumimos, ou o custo de capital -4.89 p.p..
| Ano | VPA | ROE % | Lucro/ação | Payout % | Provento | Excedente | A valor de hoje |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 18,55 | 17,68 | 3,28 | 35,00 | 1,15 | 0,71 | 1,01 |
| 2 | 20,68 | 17,68 | 3,66 | 35,00 | 1,28 | 0,79 | 0,99 |
| 3 | 23,06 | 17,68 | 4,08 | 35,00 | 1,43 | 0,88 | 0,97 |
| 4 | 25,71 | 17,68 | 4,55 | 35,00 | 1,59 | 0,99 | 0,95 |
| 5 | 28,67 | 17,68 | 5,07 | 35,00 | 1,77 | 1,10 | 0,93 |
| 6 | 31,96 | 17,32 | 5,54 | 40,50 | 2,24 | 1,11 | 1,03 |
| 7 | 35,26 | 16,95 | 5,98 | 46,30 | 2,77 | 1,09 | 1,12 |
| 8 | 38,47 | 16,58 | 6,38 | 52,40 | 3,34 | 1,05 | 1,18 |
| 9 | 41,51 | 16,22 | 6,73 | 58,70 | 3,95 | 0,98 | 1,23 |
| 10 | 44,29 | 15,85 | 7,02 | 65,30 | 4,58 | 0,89 | 1,25 |
Checagem interna do modelo: diferença de
R$ 0,0000 entre somar o caixa
recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que
dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.
Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 3,1648 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 2,0683.
| Ano | DY % | Payout % | ROE % | P/L | P/VP | Lucro líq. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | — | — | — | — | — | 24,20 B |
| 2025 | 12,06 | 113,21 | 21,93 | 9,64 | 2,12 | 45,85 B |
| 2024 | 7,85 | 55,58 | 18,57 | 7,28 | 1,35 | 42,13 B |
| 2023 | 3,70 | 34,96 | 17,41 | 9,99 | 1,74 | 33,88 B |
| 2022 | 4,07 | 26,10 | 17,68 | 8,19 | 1,45 | 30,74 B |
| 2021 | 4,34 | 25,58 | 17,04 | 7,62 | 1,30 | 28,38 B |
| 2020 | 4,12 | 65,78 | 12,80 | 16,29 | 2,09 | 15,06 B |
| 2019 | 7,56 | 99,70 | 18,99 | 13,32 | 2,53 | 27,81 B |
| 2018 | 3,15 | 54,31 | 19,79 | 13,87 | 2,75 | 25,64 B |
| 2017 | 1,14 | 5,04 | 19,13 | 7,94 | 1,52 | 23,23 B |
| 2016 | 3,70 | 33,86 | 16,04 | 8,27 | 1,33 | 22,02 B |
| Verificação | Investidor10 | Oficial (B3/CVM) | Diferença | Status | Obs. |
|---|---|---|---|---|---|
| cotacao vs B3 | 42,35 | 42,35 | 0,00% | ok | B3 em 2026-09-15 10:14:00 |
Data da análise: 07/08/2026
Preço de referência: R$ 41,07
⚠️ Fonte do preço: Investidor10 (data/fundamentals/ITUB4.json). A API de cotação da B3
está fora do ar desde 29/07/2026 (b3_quote: null; endpoint retorna HTTP 520). Contrariando
a regra do projeto, o preço citado não é o oficial da B3. A validação
(data/validation/ITUB4.json) está em atencao exatamente por isso — não há divergência de
indicador, apenas ausência da fonte oficial.
Motivo da reabertura: resultado do 2T26 divulgado em 04/08/2026, posterior à análise anterior (03/08/2026).
data/fundamentals/ITUB4.json)| Indicador | Valor |
|---|---|
| Cotação | R$ 41,07 |
| P/L | 9,67 |
| P/VP | 2,08 |
| DY 12M | 8,43% |
| Variação 12M | +24,37% |
Pano de fundo macro (macro): Selic 14,00%, CDI 12M 14,71%, IPCA 12M 4,64%.
Este é o número que manda na tese de renda: qualquer ativo que pague menos que ~14,7% ao ano
está perdendo do custo de oportunidade sem risco hoje — a aposta é que o juro caia.
Lucro recorrente de R$ 12,4 bi, +7,8% a/a, com ajuste pontual no guidance (InfoMoney e VEJA, 04/08/2026; InvesTalk, 05/08/2026, "consistência preservada mesmo com ajuste pontual no guidance").
Limitação de dados declarada: o release do 2T26 não está no índice IPE
(data/reports/ITUB4/ só tem documentos de 08/05 e 28/05/2026). Margem financeira,
inadimplência (NPL 90) e o conteúdo exato do ajuste de guidance não estão disponíveis.
O que o pipeline confirma por conta própria: data/history/ITUB4.json traz 2026 acumulado
em R$ 24,199 bi até o 2T26, coerente com o valor noticiado.
data/history/ITUB4.json)| Ano | Lucro (R$ bi) | ROE | Payout | LPA | VPA | P/L | P/VP |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2016 | 22,02 | 16,04% | 33,9% | 1,82 | 11,34 | 8,27 | 1,33 |
| 2017 | 23,23 | 19,13% | 5,0% | 2,38 | 12,46 | 7,94 | 1,52 |
| 2018 | 25,64 | 19,79% | 54,3% | 2,56 | 12,93 | 13,87 | 2,75 |
| 2019 | 27,81 | 18,99% | 99,7% | 2,79 | 14,67 | 13,32 | 2,53 |
| 2020 | 15,06 | 12,80% | 65,8% | 1,94 | 15,16 | 16,29 | 2,09 |
| 2021 | 28,38 | 17,04% | 25,6% | 2,75 | 16,14 | 7,62 | 1,30 |
| 2022 | 30,74 | 17,68% | 26,1% | 3,05 | 17,26 | 8,19 | 1,45 |
| 2023 | 33,88 | 17,41% | 35,0% | 3,40 | 19,54 | 9,99 | 1,74 |
| 2024 | 42,13 | 18,57% | 55,6% | 4,22 | 22,74 | 7,28 | 1,35 |
| 2025 | 45,85 | 21,93% | 113,2% | 4,07 | 18,55 | 9,64 | 2,12 |
| 2026 (1S) | 24,20 | — | — | — | — | — | — |
Valores por ação normalizados para a base de hoje (splits.py; desdobramento 2:3 em 2018).
O momento atual é exceção ou regra? A consistência é regra: ROE nunca abaixo de 12,8% em 10 anos, lucro crescendo de R$ 22,0 bi para R$ 45,8 bi (CAGR de 8,5% a.a. em 9 anos), com um único ano de queda (2020) já recuperado no ano seguinte. Isso é qualidade real e não está em disputa.
O que é exceção — e o ponto mais importante desta análise — é o ROE de 21,93% de 2025. Ele não veio só de lucro maior: o payout foi de 113,2% (pagou mais do que lucrou) e o VPA caiu de R$ 22,74 para R$ 18,55, −18,4%, enquanto o lucro subiu de R$ 42,1 bi para R$ 45,8 bi. ROE é lucro sobre patrimônio; encolher o denominador em 18% eleva o ROE sem que o banco tenha ficado mais rentável na operação. A mediana de ROE de 5 anos é 17,68%, e é esse o número que o DCF usa.
O dividendo carrega a mesma distorção. O DPA de 12M é R$ 3,5637 (8,68% bruto sobre
R$ 41,07), mas a média de 5 anos é R$ 2,0694 — o data/valuation levanta o alerta
dividendo_anormal (1,7× a média). Com o provento normalizado, o DY cai para 5,04%.
Precedente literal na própria série: payout de 99,7% em 2019 foi seguido de DPA caindo de
R$ 2,80 para R$ 1,30 em 2020 (−53,5%).
Renda mensal: meses_pagamento = [1..12] — ITUB4 paga nos doze meses do ano
(data/dividends/ITUB4.json). Para o objetivo de renda mensal, é infraestrutura de
calendário, mesmo com o valor por mês menor.
Do ativo: o 2T26 foi bem recebido — lucro recorrente de R$ 12,4 bi, +7,8% a/a (InfoMoney, VEJA, 04/08/2026), "segue no topo de rentabilidade — mas tarifas viram ponto de atenção" (Seu Dinheiro, 04/08/2026). A InvesTalk (05/08/2026) registra "ajuste pontual no guidance".
Do setor (data/news/topic-setor-banc-rio-brasil-bancos-resultados.json): o pano de
fundo é de estresse. "Bancos enfrentam pressão da inadimplência em cenário de juros
elevados" (CNN Brasil, 05/08/2026); "Lucro dos grandes bancos recua pela 1ª vez em mais de
2 anos" (CNN Brasil, 16/05/2026 e B3/Bora Investir, 15/05/2026); e o caso extremo — Banco do
Brasil com lucro −53,5% e corte de guidance por inadimplência no agro (ADVFN,
14/05/2026).
Leitura: a dispersão de qualidade dentro do setor está no auge. O Itaú entregou crescimento no mesmo trimestre em que o concorrente estatal cortou guidance pela metade. Mas "ajuste de guidance", ainda que pontual, no trimestre em que o setor inteiro sofre com inadimplência, não é ruído puro — e não é auditável nos arquivos, porque o release não saiu do IPE.
data/financials). JCP de
R$ 3,99 bi aprovado em 28/05/2026 (Fato Relevante, fonte primária) + R$ 7,84 bi anunciados
com o 2T26 (InfoMoney, 04/08/2026).data/official). Ativo total R$ 3,17 tri.ke de 13,85% exigido pelo próprio modelo. E o P/VP de 2,08 está acima da mediana
de 8 anos (1,91) e muito acima da mediana de 10 anos (~1,63): boa parte dos +24,37% de 12
meses veio de expansão de múltiplo, não de lucro. Reversão do múltiplo à mediana de 10 anos,
sozinha, levaria o preço a ~R$ 30.| Risco | Severidade | Detalhe |
|---|---|---|
| Múltiplo esticado | Alta | Preço acima dos 6 métodos e de toda a matriz de sensibilidade. Reversão do P/VP à mediana de 10 anos leva a ~R$ 30 sem o lucro cair um centavo. |
| Normalização do dividendo | Alta | DPA 12M é 1,7× a média de 5 anos; payout de 113% não se repete. DY normalizado de 5,04% vs. CDI de 14,71%. |
| Ciclo de crédito | Média | Setor sob pressão de inadimplência (CNN, 05/08/2026); BB cortou guidance em maio. Itaú fez "ajuste pontual" — não auditável nos arquivos. |
| ROE reverter à mediana | Média | Basta voltar aos 17,68% de mediana de 5 anos — nem cair, só normalizar — para o valor ir a R$ 26,47. |
| Juro não cair | Média | O modelo já assume Selic de 10% em 2030 (Focus). Se não cair, ke sobe e o valor comprime: +2 p.p. de ke leva a R$ 22,89. |
| Qualidade do ativo | Baixa | 10 anos sem prejuízo, ROE nunca abaixo de 12,8%, PL crescendo mesmo com distribuição alta. Não é aqui que mora o risco. |
O que monitorar: (1) o teor exato do ajuste de guidance quando o release entrar no IPE; (2) payout e DPA do 3T26 — se convergir para ~R$ 2,07/ano, o DY real aparece; (3) inadimplência e custo de crédito; (4) reversão do P/VP.
Recomendação: Neutro — manter quem tem, sem aportes novos neste preço.
O debate não é sobre a qualidade do Itaú, e os dois lados concordam nisso: 10 anos sem prejuízo, ROE nunca abaixo de 12,8%, patrimônio crescendo 2,3% num trimestre depois de distribuir proventos, provento pingando nos 12 meses do ano. A discordância é sobre o preço, e aqui o Urso tem o argumento mais forte porque é verificável na própria série: o ROE de 21,93% que sustenta a tese otimista foi produzido com um VPA que caiu 18,4% por causa de um payout de 113,2% — é rentabilidade de denominador encolhido, não spread novo. O Touro está certo de que o DCF é conservador por construção (ROE terminal travado em 15,85% por regra, beta elevado ao piso), e por isso não uso os R$ 26,47 como alvo. Mas mesmo descartando o DCF inteiro, o preço está 7,6% acima do método mais permissivo de todos (Graham, R$ 38,18) e acima do canto mais generoso da matriz de sensibilidade (R$ 33,58). Não sobra método que justifique R$ 41,07 — sobra a tese, legítima, de que o Itaú merece prêmio sobre o próprio histórico. Para uma carteira montada para renda mensal com a Selic a 14%, pagar prêmio por um DY normalizado de 5,04% é a decisão que precisa ser justificada, e o 2T26 (+3% real) não a justifica sozinho.
Notas:
- nota_dividendos: 5,5 — paga nos 12 meses e tem blindagem de JCP, mas o DY normalizado
(5,04%) perde 9,7 p.p. para o CDI e o payout de 113% não se repete.
- nota_valorizacao: 5,0 (antes 4,5) — sobe meio ponto: o preço caiu 4,6% e o 2T26
entregou +7,8%. Continua acima de todos os métodos.
- nota_qualidade: 9,0 (inalterada) — o 2T26 confirma o track record; nada na década
mudou.
Perfil: faz sentido para quem já é sócio e quer carregar por 10 anos aceitando entrada cara, ou para quem prioriza previsibilidade de calendário acima de rendimento. Não faz sentido para quem está montando renda agora com a Selic a 14%.
Gatilhos que mudariam a tese: 1. Preço abaixo de ~R$ 31 (preço justo do conjunto de métodos) — aí as famílias de lucro e patrimônio passam a sustentar a compra. 2. Payout normalizar para ~55% com ROE se mantendo acima de 18% — provaria que a rentabilidade é estrutural e não efeito de denominador. 3. Ajuste de guidance virar corte de guidance (como no BB em maio) — rebaixaria a nota de valorização e a de dividendos.
Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.