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ITUB4 — Itaú Unibanco

R$ 42,35 (B3)

Financeiro / Bancos · dados de 2026-09-15 10:29 · ✓ dados verificados

Preço teto — quanto vale a pena pagar

bazinbazin: R$ 24,6224,62gordongordon: R$ 18,2718,27grahamgraham: R$ 38,1838,18multiplo plmultiplo pl: R$ 34,2934,29multiplo pvpmultiplo pvp: R$ 35,4635,46Faixa da matriz de sensibilidade: R$ 22,48 a R$ 33,58DCF DamodaranDCF Damodaran: R$ 26,1026,101523303845Preço hoje: R$ 42,35hoje 42,35Preço teto: R$ 20,01
preço justo do método faixa de sensibilidade do DCF ┆ preço de hoje │ preço teto (com margem)
Preço atual R$ 42,35 fonte: B3
Preço justo (consenso) R$ 30,78 mediana das famílias de métodos
PREÇO TETO R$ 20,01 com margem de 35%
Situação acima do teto -52,8% até o teto

Confiança do consenso: média · faixa dos métodos: R$ 18,27 a R$ 38,18 · consenso por família: renda R$ 21,45, lucro R$ 36,23, patrimonio R$ 35,46, fluxo_caixa R$ 26,10 (a mediana usou só as duas do meio — renda e lucro ficaram fora) · DY no preço teto: 10,34% (hoje: 4,88%)

MétodoPreçoComo foi calculado O que significa
bazinR$ 24,62DPA de R$ 2.0683 exigindo DY de 8.40%Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação.
gordonR$ 18,27DPA R$ 2.0683, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.00%Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio.
grahamR$ 38,18LPA R$ 3.49 e VPA R$ 18.55Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto.
multiplo plR$ 34,29P/L mediano de 9.82 (8 anos) sobre base de R$ 3.49Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história.
multiplo pvpR$ 35,46P/VP mediano de 1.91 (8 anos) sobre base de R$ 18.55Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história.
dcf damodaranR$ 26,10excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 22.48–33.58)Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado.

Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40% · desconto 18,00% · crescimento usado 6,00% · DPA base R$ 2,0683 = mediana de (12M: R$ 3,1648 · média 5a: R$ 2,0683 · normalizado: R$ 1,6038) · LPA base R$ 3,49 = mediana de (último ano: R$ 4,07 · meio de ciclo: R$ 2,92 · trimestre anualizado: R$ —). Ajuste em config/valuation.json.

Valuation intrínseco — 10 anos projetados (método Damodaran)

Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.

Preço hoje R$ 42,35
Valor intrínseco (cenário base) R$ 26,47 -37,5% vs preço
Valor esperado (3 cenários) R$ 26,10 média ponderada 25/50/25
Comprar abaixo de R$ 21,18 margem de segurança de 20%

⚠ ROE do último ano (21.9%) está longe da mediana de 5 anos (17.7%), que é o que o modelo usa. Se a mudança for estrutural e não cíclica, o valor está errado.

⚠ Beta do setor (0.76) ficou abaixo do piso de 0.80 e foi elevado — o custo de capital é uma escolha de política, não um dado. Veja a matriz de sensibilidade.

Três mundos possíveis

pessimista · peso 25%
R$ 16,26
-61.6% vs preço de hoje
roe -3.0 p.p., g -2.0 p.p., ke +2.0 p.p., margem -3.0 p.p.
base · peso 50%
R$ 26,47
-37.5% vs preço de hoje
premissas centrais
otimista · peso 25%
R$ 35,21
-16.9% vs preço de hoje
roe +3.0 p.p., g +1.0 p.p., ke -1.5 p.p., margem +3.0 p.p.

De onde sai o valor

Patrimônio hoje (VPA)
R$ 18,55
+ excedente em 10 anos
R$ 4,87
+ excedente perpétuo
R$ 3,06
= valor por ação
R$ 26,47

60% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.

Os motores do valor

Taxa livre de risco
7,87%
Selic projetada para 2030 pelo mercado (Focus/BCB): 10.00% − spread de default do Brasil 2.13% (Ba1 (Moody's))
Custo de capital (ke)
13,85%
7.87% + 0.80 × 7.47% = 13.85% · beta alavancado do setor 'Bank (Money Center)' = 0.76 (sem realavancagem: dívida é matéria-prima do negócio); elevado ao piso de 0.80 (beta americano subestima risco relativo de ação brasileira)
ROE normalizado
17,68%
mediana dos últimos anos; último ano fechou em 21,93%
Payout normalizado
35,00%
fatia do lucro que sai como provento; o resto fica e rende ROE
Crescimento do lucro
11,50%
(1 − payout 35%) × ROE 17.68% = 11.50% ao ano de lucro retido
ROE na perpetuidade
15,85%
menor entre o ROE normalizado (17.68%) e o custo de capital + 2.0 p.p. de vantagem competitiva (15.85%) — o modelo não assume que a empresa melhora sozinha
Patrimônio por ação (VPA)
R$ 18,55
é a âncora do modelo: o valor parte daqui e soma só o excedente
Crescimento perpétuo
5,50%
IPCA 3.50% (IPCA projetado para 2030 (Focus/BCB)) + PIB real 2.0% = 5.50% (limitado a 7.87%)
Prêmio de risco Brasil
7,47%
Damodaran, atualizado em 2026-01-05

E se as premissas estiverem erradas?

Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo →-2 p.p.-1 p.p.+0 p.p.+1 p.p.+2 p.p.
-2 p.p.29,5630,1630,9432,0133,58
-1 p.p.27,5227,9628,5229,2630,26
+0 p.p.25,7226,0626,4727,0027,69
+1 p.p.24,1224,3824,6925,0825,57
+2 p.p.22,4822,6722,8923,1623,50

Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.

O que o preço de hoje já está dizendo

Para o preço de hoje ser o valor justo, o crescimento teria que ser +6.68 p.p. do que assumimos, ou o custo de capital -4.89 p.p..

Os 10 anos projetados (cenário base)

AnoVPAROE %Lucro/açãoPayout %ProventoExcedenteA valor de hoje
118,5517,683,2835,001,150,711,01
220,6817,683,6635,001,280,790,99
323,0617,684,0835,001,430,880,97
425,7117,684,5535,001,590,990,95
528,6717,685,0735,001,771,100,93
631,9617,325,5440,502,241,111,03
735,2616,955,9846,302,771,091,12
838,4716,586,3852,403,341,051,18
941,5116,226,7358,703,950,981,23
1044,2915,857,0265,304,580,891,25

Checagem interna do modelo: diferença de R$ 0,0000 entre somar o caixa recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.

Em quais meses este ativo paga

jan0,0176
fev0,0178
mar1,1842
abr0,0193
mai0,0178
jun0,0178
jul0,0178
ago0,6251
set0,0178
out0,0196
nov0,0176
dez0,6404

Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 3,1648 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 2,0683.

Links e documentos

Documentos oficiais (CVM)

Histórico (10 anos)

AnoDY %Payout %ROE %P/LP/VPLucro líq.
202624,20 B
202512,06113,2121,939,642,1245,85 B
20247,8555,5818,577,281,3542,13 B
20233,7034,9617,419,991,7433,88 B
20224,0726,1017,688,191,4530,74 B
20214,3425,5817,047,621,3028,38 B
20204,1265,7812,8016,292,0915,06 B
20197,5699,7018,9913,322,5327,81 B
20183,1554,3119,7913,872,7525,64 B
20171,145,0419,137,941,5223,23 B
20163,7033,8616,048,271,3322,02 B

Verificação de dados (Investidor10 × fontes oficiais)

VerificaçãoInvestidor10Oficial (B3/CVM)DiferençaStatusObs.
cotacao vs B342,3542,350,00%okB3 em 2026-09-15 10:14:00

Dados oficiais — ITR consolidado (CVM)

Referência2026-06-30
Patrimônio líquidoR$ 228.026.000.000,00
Lucro líq. acumulado
Período do lucro

Análise

ITUB4 — Itaú Unibanco Holding

Data da análise: 07/08/2026 Preço de referência: R$ 41,07 ⚠️ Fonte do preço: Investidor10 (data/fundamentals/ITUB4.json). A API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (b3_quote: null; endpoint retorna HTTP 520). Contrariando a regra do projeto, o preço citado não é o oficial da B3. A validação (data/validation/ITUB4.json) está em atencao exatamente por isso — não há divergência de indicador, apenas ausência da fonte oficial.

Motivo da reabertura: resultado do 2T26 divulgado em 04/08/2026, posterior à análise anterior (03/08/2026).


1. Analista Fundamentalista

Indicadores correntes (data/fundamentals/ITUB4.json)

Indicador Valor
Cotação R$ 41,07
P/L 9,67
P/VP 2,08
DY 12M 8,43%
Variação 12M +24,37%

Pano de fundo macro (macro): Selic 14,00%, CDI 12M 14,71%, IPCA 12M 4,64%. Este é o número que manda na tese de renda: qualquer ativo que pague menos que ~14,7% ao ano está perdendo do custo de oportunidade sem risco hoje — a aposta é que o juro caia.

O resultado do 2T26

Lucro recorrente de R$ 12,4 bi, +7,8% a/a, com ajuste pontual no guidance (InfoMoney e VEJA, 04/08/2026; InvesTalk, 05/08/2026, "consistência preservada mesmo com ajuste pontual no guidance").

Limitação de dados declarada: o release do 2T26 não está no índice IPE (data/reports/ITUB4/ só tem documentos de 08/05 e 28/05/2026). Margem financeira, inadimplência (NPL 90) e o conteúdo exato do ajuste de guidance não estão disponíveis. O que o pipeline confirma por conta própria: data/history/ITUB4.json traz 2026 acumulado em R$ 24,199 bi até o 2T26, coerente com o valor noticiado.

Histórico — 10 anos (data/history/ITUB4.json)

Ano Lucro (R$ bi) ROE Payout LPA VPA P/L P/VP
2016 22,02 16,04% 33,9% 1,82 11,34 8,27 1,33
2017 23,23 19,13% 5,0% 2,38 12,46 7,94 1,52
2018 25,64 19,79% 54,3% 2,56 12,93 13,87 2,75
2019 27,81 18,99% 99,7% 2,79 14,67 13,32 2,53
2020 15,06 12,80% 65,8% 1,94 15,16 16,29 2,09
2021 28,38 17,04% 25,6% 2,75 16,14 7,62 1,30
2022 30,74 17,68% 26,1% 3,05 17,26 8,19 1,45
2023 33,88 17,41% 35,0% 3,40 19,54 9,99 1,74
2024 42,13 18,57% 55,6% 4,22 22,74 7,28 1,35
2025 45,85 21,93% 113,2% 4,07 18,55 9,64 2,12
2026 (1S) 24,20

Valores por ação normalizados para a base de hoje (splits.py; desdobramento 2:3 em 2018).

O momento atual é exceção ou regra? A consistência é regra: ROE nunca abaixo de 12,8% em 10 anos, lucro crescendo de R$ 22,0 bi para R$ 45,8 bi (CAGR de 8,5% a.a. em 9 anos), com um único ano de queda (2020) já recuperado no ano seguinte. Isso é qualidade real e não está em disputa.

O que é exceção — e o ponto mais importante desta análise — é o ROE de 21,93% de 2025. Ele não veio só de lucro maior: o payout foi de 113,2% (pagou mais do que lucrou) e o VPA caiu de R$ 22,74 para R$ 18,55, −18,4%, enquanto o lucro subiu de R$ 42,1 bi para R$ 45,8 bi. ROE é lucro sobre patrimônio; encolher o denominador em 18% eleva o ROE sem que o banco tenha ficado mais rentável na operação. A mediana de ROE de 5 anos é 17,68%, e é esse o número que o DCF usa.

O dividendo carrega a mesma distorção. O DPA de 12M é R$ 3,5637 (8,68% bruto sobre R$ 41,07), mas a média de 5 anos é R$ 2,0694 — o data/valuation levanta o alerta dividendo_anormal (1,7× a média). Com o provento normalizado, o DY cai para 5,04%. Precedente literal na própria série: payout de 99,7% em 2019 foi seguido de DPA caindo de R$ 2,80 para R$ 1,30 em 2020 (−53,5%).

Renda mensal: meses_pagamento = [1..12] — ITUB4 paga nos doze meses do ano (data/dividends/ITUB4.json). Para o objetivo de renda mensal, é infraestrutura de calendário, mesmo com o valor por mês menor.


2. Analista de Notícias

Do ativo: o 2T26 foi bem recebido — lucro recorrente de R$ 12,4 bi, +7,8% a/a (InfoMoney, VEJA, 04/08/2026), "segue no topo de rentabilidade — mas tarifas viram ponto de atenção" (Seu Dinheiro, 04/08/2026). A InvesTalk (05/08/2026) registra "ajuste pontual no guidance".

Do setor (data/news/topic-setor-banc-rio-brasil-bancos-resultados.json): o pano de fundo é de estresse. "Bancos enfrentam pressão da inadimplência em cenário de juros elevados" (CNN Brasil, 05/08/2026); "Lucro dos grandes bancos recua pela 1ª vez em mais de 2 anos" (CNN Brasil, 16/05/2026 e B3/Bora Investir, 15/05/2026); e o caso extremo — Banco do Brasil com lucro −53,5% e corte de guidance por inadimplência no agro (ADVFN, 14/05/2026).

Leitura: a dispersão de qualidade dentro do setor está no auge. O Itaú entregou crescimento no mesmo trimestre em que o concorrente estatal cortou guidance pela metade. Mas "ajuste de guidance", ainda que pontual, no trimestre em que o setor inteiro sofre com inadimplência, não é ruído puro — e não é auditável nos arquivos, porque o release não saiu do IPE.


3. Debate (subagentes independentes)

🐂 Caso Touro

  1. Lucro que compõe há uma década e continua acelerando. R$ 22,0 bi (2016) → R$ 45,8 bi (2025), CAGR de 8,5% a.a., com um único ano de queda. O 1S26 traz R$ 24,20 bi — anualizado, ~R$ 48,4 bi (+5,6%), já embutindo o ajuste de guidance.
  2. Rentabilidade recorde comprada com o múltiplo do fundo da década. Em 2018–2019, com ROE de ~19%, o mercado pagou P/VP de 2,75 e 2,53. Hoje, com ROE de 21,9%, paga 2,08 — e P/L de 9,67 abaixo da própria mediana de 8 anos (9,82).
  3. Máquina de proventos nos 12 meses, com blindagem fiscal estrutural. A alíquota efetiva caiu de 38,25% (2016) para 8,76% (2025) via JCP (data/financials). JCP de R$ 3,99 bi aprovado em 28/05/2026 (Fato Relevante, fonte primária) + R$ 7,84 bi anunciados com o 2T26 (InfoMoney, 04/08/2026).
  4. O capital se regenera mesmo pagando quase tudo. PL subiu de R$ 215,08 bi (31/12/2025) para R$ 220,02 bi (31/03/2026), +2,3% em um trimestre, mesmo distribuindo R$ 3,90 bi no período (ITR CVM, data/official). Ativo total R$ 3,17 tri.
  5. O DCF está errado por construção aqui. O modelo trava o ROE terminal em 15,85% com o motivo declarado no próprio arquivo ("custo de capital + 2 p.p. de vantagem competitiva — o modelo não assume que a empresa melhora sozinha"), e o beta calculado (0,76) foi elevado à força ao piso de 0,80. O primeiro aviso do arquivo diz: "se a mudança for estrutural e não cíclica, o valor está errado".

🐻 Caso Urso

  1. O preço está acima de TODOS os seis métodos. A faixa completa é R$ 18,28–38,18; o preço está 7,6% acima do teto absoluto (Graham, "a mais permissiva no Brasil de juro alto"). Preço justo R$ 30,78 (−25,1%); preço teto R$ 20,01 (−51,3%). O alerta de confiabilidade atinge as famílias de renda; as famílias de lucro e patrimônio, que o alerta não toca, apontam 12–14% abaixo do preço.
  2. O DCF diz que o mercado paga ~3× o excesso que o Itaú produz. Decomposição do base: VPA R$ 18,55 + excesso de 10 anos R$ 4,87 + excesso perpétuo R$ 3,06 = R$ 26,47. Para R$ 41,07, o excesso teria de valer ~R$ 22,5/ação. Nem o canto mais generoso da matriz de sensibilidade (R$ 33,58) alcança o preço — fica 18% abaixo.
  3. O dividendo de 2025 foi pago com patrimônio. Payout 113,2%, VPA −18,4%. O ROE recorde é, em boa parte, denominador menor. Precedente: payout 99,7% em 2019 → DPA −53,5% em 2020.
  4. Como renda, perde do CDI por larga margem. DY normalizado de 5,04% contra CDI de 14,71% — uma diferença de 9,67 p.p. Mesmo o DY cheio e inflado (8,43%) fica 6,28 p.p. abaixo, e o JCP ainda sofre 17,5% de IRRF na fonte.
  5. Crescimento abaixo do custo de capital. +7,8% a/a nominal com IPCA de 4,64% = ~3% real, contra ke de 13,85% exigido pelo próprio modelo. E o P/VP de 2,08 está acima da mediana de 8 anos (1,91) e muito acima da mediana de 10 anos (~1,63): boa parte dos +24,37% de 12 meses veio de expansão de múltiplo, não de lucro. Reversão do múltiplo à mediana de 10 anos, sozinha, levaria o preço a ~R$ 30.

4. Gestor de Risco

Risco Severidade Detalhe
Múltiplo esticado Alta Preço acima dos 6 métodos e de toda a matriz de sensibilidade. Reversão do P/VP à mediana de 10 anos leva a ~R$ 30 sem o lucro cair um centavo.
Normalização do dividendo Alta DPA 12M é 1,7× a média de 5 anos; payout de 113% não se repete. DY normalizado de 5,04% vs. CDI de 14,71%.
Ciclo de crédito Média Setor sob pressão de inadimplência (CNN, 05/08/2026); BB cortou guidance em maio. Itaú fez "ajuste pontual" — não auditável nos arquivos.
ROE reverter à mediana Média Basta voltar aos 17,68% de mediana de 5 anos — nem cair, só normalizar — para o valor ir a R$ 26,47.
Juro não cair Média O modelo já assume Selic de 10% em 2030 (Focus). Se não cair, ke sobe e o valor comprime: +2 p.p. de ke leva a R$ 22,89.
Qualidade do ativo Baixa 10 anos sem prejuízo, ROE nunca abaixo de 12,8%, PL crescendo mesmo com distribuição alta. Não é aqui que mora o risco.

O que monitorar: (1) o teor exato do ajuste de guidance quando o release entrar no IPE; (2) payout e DPA do 3T26 — se convergir para ~R$ 2,07/ano, o DY real aparece; (3) inadimplência e custo de crédito; (4) reversão do P/VP.


5. Veredito

Recomendação: Neutro — manter quem tem, sem aportes novos neste preço.

O debate não é sobre a qualidade do Itaú, e os dois lados concordam nisso: 10 anos sem prejuízo, ROE nunca abaixo de 12,8%, patrimônio crescendo 2,3% num trimestre depois de distribuir proventos, provento pingando nos 12 meses do ano. A discordância é sobre o preço, e aqui o Urso tem o argumento mais forte porque é verificável na própria série: o ROE de 21,93% que sustenta a tese otimista foi produzido com um VPA que caiu 18,4% por causa de um payout de 113,2% — é rentabilidade de denominador encolhido, não spread novo. O Touro está certo de que o DCF é conservador por construção (ROE terminal travado em 15,85% por regra, beta elevado ao piso), e por isso não uso os R$ 26,47 como alvo. Mas mesmo descartando o DCF inteiro, o preço está 7,6% acima do método mais permissivo de todos (Graham, R$ 38,18) e acima do canto mais generoso da matriz de sensibilidade (R$ 33,58). Não sobra método que justifique R$ 41,07 — sobra a tese, legítima, de que o Itaú merece prêmio sobre o próprio histórico. Para uma carteira montada para renda mensal com a Selic a 14%, pagar prêmio por um DY normalizado de 5,04% é a decisão que precisa ser justificada, e o 2T26 (+3% real) não a justifica sozinho.

Notas: - nota_dividendos: 5,5 — paga nos 12 meses e tem blindagem de JCP, mas o DY normalizado (5,04%) perde 9,7 p.p. para o CDI e o payout de 113% não se repete. - nota_valorizacao: 5,0 (antes 4,5) — sobe meio ponto: o preço caiu 4,6% e o 2T26 entregou +7,8%. Continua acima de todos os métodos. - nota_qualidade: 9,0 (inalterada) — o 2T26 confirma o track record; nada na década mudou.

Perfil: faz sentido para quem já é sócio e quer carregar por 10 anos aceitando entrada cara, ou para quem prioriza previsibilidade de calendário acima de rendimento. Não faz sentido para quem está montando renda agora com a Selic a 14%.

Gatilhos que mudariam a tese: 1. Preço abaixo de ~R$ 31 (preço justo do conjunto de métodos) — aí as famílias de lucro e patrimônio passam a sustentar a compra. 2. Payout normalizar para ~55% com ROE se mantendo acima de 18% — provaria que a rentabilidade é estrutural e não efeito de denominador. 3. Ajuste de guidance virar corte de guidance (como no BB em maio) — rebaixaria a nota de valorização e a de dividendos.


Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.

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