Holding / Participações · dados de 2026-07-22 10:41 · ⚠ divergência leve
⚠ DPA de 12M (R$ 1.3714) é 1.7x diferente da média de 5 anos (R$ 0.8009) — o provento teve extraordinário. Métodos de renda (bazin, gordon) devem ser lidos com ressalva.
Confiança do consenso: média · faixa dos métodos: R$ 6,93 a R$ 16,18 · consenso por família: renda R$ 8,15, lucro R$ 13,97, patrimonio R$ 11,02 · DY no preço teto: 8,55% (hoje: 5,86%)
| Método | Preço | Como foi calculado | O que significa |
|---|---|---|---|
| bazin | R$ 9,37 | DPA de R$ 0.8009 exigindo DY de 8.55% | Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação. |
| gordon | R$ 6,93 | DPA R$ 0.8009, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.25% | Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio. |
| graham | R$ 16,18 | LPA R$ 1.47 e VPA R$ 7.91 | Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto. |
| multiplo pl | R$ 11,77 | P/L mediano de 8.00 (8 anos) sobre base de R$ 1.47 | Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história. |
| multiplo pvp | R$ 11,02 | P/VP mediano de 1.39 (8 anos) sobre base de R$ 7.91 | Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história. |
Premissas: Selic 14,25% · DY alvo 8,55%
· desconto 18,25% · crescimento usado
6,00% · DPA base R$ 0,8009
(12M: R$ 1,3714 · média 5a: R$ 0,8009).
Ajuste em config/valuation.json.
Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 1,3714 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 0,8009.
| Ano | DY % | Payout % | ROE % | P/L | P/VP | Lucro líq. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | — | — | — | — | — | 4,46 B |
| 2025 | 15,05 | 123,09 | 18,58 | 7,94 | 1,48 | 16,55 B |
| 2024 | 7,54 | 60,80 | 16,34 | 6,57 | 1,07 | 14,89 B |
| 2023 | 5,64 | 41,13 | 16,23 | 8,06 | 1,31 | 13,98 B |
| 2022 | 7,16 | 33,54 | 18,78 | 6,26 | 1,18 | 14,15 B |
| 2021 | 4,80 | 22,22 | 18,52 | 6,11 | 1,13 | 13,29 B |
| 2020 | 6,27 | 67,22 | 12,30 | 12,59 | 1,55 | 7,34 B |
| 2019 | 9,74 | 99,87 | 18,67 | 10,24 | 1,91 | 10,57 B |
| 2018 | 7,44 | 83,89 | 17,11 | 9,42 | 1,61 | 9,44 B |
| 2017 | 4,47 | 47,11 | 15,68 | 8,21 | 1,29 | 8,40 B |
| 2016 | 7,94 | 31,34 | 17,20 | 6,05 | 1,04 | 8,19 B |
Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.
| Verificação | Investidor10 | Oficial (B3/CVM) | Diferença | Status | Obs. |
|---|---|---|---|---|---|
| cotacao vs B3 | 13,62 | 13,66 | 0,29% | ok | B3 em 2026-07-22 10:26:00 |
| ROE vs CVM (anualizado, aproximado) | — | 18,80 | — | atencao | valor ausente em uma das fontes |
Data da análise: 22/07/2026 · Preço de referência (B3): R$ 13,58 (21/07/2026, 17:59) Tipo: Ação — holding de participações (Financeiro / Holding) · Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,78% (12M) · IPCA 4,64% (12M) · IBOV 173.325 Verificação de dados: ⚠ atenção — cotação confere com a B3 (0,29%); o "atenção" é só ausência de ROE numa das fontes para cruzamento. ROE oficial anualizado (18,80%) confere com o ROE publicado (19,7%).
| Indicador | Atual | Leitura |
|---|---|---|
| Desconto de holding | 19,4% (31/03/2026) | Era 26,1% em dez/25 — comprimiu 6,7 p.p. em um trimestre |
| ROE recorrente | 20,1% a.a. | +2,7 p.p. a/a; o melhor da série recente |
| DY 12M | 8,8% (oficial) / 9,75% (Investidor10) | Bruto. Líquido de 17,5% de IRRF sobre JCP, ~7,3% |
| P/VP | 1,69 | Contra 1,07 no fim de 2024 — múltiplo esticado |
| P/L | 8,99 | Contra 10,20 do ITUB4 |
| Dívida líquida | R$ 1,0 bi | 0,5% do NAV — irrelevante, mas subiu 188% a/a |
Antes de qualquer múltiplo, o fato estruturante (Relatório da Administração 1T26, seções 1.1 e 3.1): do resultado recorrente de R$ 4.794 mi das empresas investidas, R$ 4.383 mi — 91,4% — vieram do Itaú Unibanco. No caixa a concentração é ainda maior: dos R$ 1.399 mi de proventos líquidos declarados pelas investidas, R$ 1.376 mi (98,4%) são do Itaú; Dexco, Alpargatas, Motiva, Aegea e NTS declararam R$ 0 na visão competência, e todo o setor não financeiro contribuiu com R$ 23 mi (Copa Energia). A própria companhia declara: "nossa prática de distribuição de proventos tem sido, até o momento, repassar integralmente os proventos recebidos do Itaú Unibanco".
Ou seja: ITSA4 é, na prática, ITUB4 com desconto, mais uma carteira não financeira pequena, menos o custo da holding. Esse custo é mensurável — Resultado Próprio de −R$ 203 mi no trimestre (despesas administrativas R$ 44 mi, tributárias R$ 155 mi, doações e outras R$ 4 mi), mais resultado financeiro de −R$ 78 mi.
Lucro líquido contábil de R$ 4.410 mi e recorrente de R$ 4.491 mi (+17,0% a/a), com ROE recorrente de 20,1%. Vale notar a direção: os itens não recorrentes foram negativos em R$ 81 mi (majoritariamente provisões extraordinárias no Itaú), então o lucro publicado subestima a geração recorrente — o oposto do padrão em que o número gerencial embeleza o contábil.
O motor continua sendo o Itaú, que no 1T26 entregou (dados em IFRS reproduzidos no anexo 6.1) lucro recorrente de R$ 11.868 mi (+12,5%), ROE recorrente de 22,9% e carteira de crédito +7,2%. Duas ressalvas dentro desse número: o Produto Bancário caiu 3,9% e a Receita Financeira Líquida caiu 8,0% — o crescimento do lucro veio em boa parte de menores perdas de crédito (−5,8%), alavanca que não é infinita — e o Índice de Capital Nível I recuou de 14,1% para 13,4% (mínimo regulatório de 9,6%).
O setor não financeiro cresceu 75,6% (R$ 259 mi → R$ 454 mi), mas a composição merece leitura: R$ 93 mi do resultado da Aegea foram efeito contábil da capitalização (equivalência patrimonial sobre o aumento de capital), de modo que a Aegea contribuiu com R$ 89 mi no total mas seria levemente negativa sem esse efeito; e a NTS (R$ 157 mi, +86,9%) é registrada como ativo financeiro, com variação de valor justo indo de −R$ 55 mi para +R$ 44 mi. As duas operações genuinamente boas foram Alpargatas (lucro recorrente R$ 173 mi, +43,8%; ROE recorrente 20,4%; margem EBITDA 24,4%, +5,5 p.p.; dívida líquida/EBITDA 0,5x) e Motiva (lucro recorrente R$ 627 mi, +16,3%, com CAPEX +22,0% e alavancagem de 3,5x). A Dexco segue fraca: lucro recorrente de R$ 53 mi (−24,9%) e ROE recorrente de 3,1%, ainda que a alavancagem tenha caído para 2,99x.
Dívida líquida de R$ 1,0 bi contra NAV de R$ 194,5 bi (0,5%), caixa de R$ 2.248 mi, prazo médio da dívida de 6,9 anos, custo médio de CDI+1,11%, cobertura de juros de 21,0x e nenhum vencimento de principal até 2028 (seções 2, 2.1 e 2.2). Com Selic a 14,25%, essa é a estrutura que permite atravessar juro alto sem cortar provento nem emitir ação. A ressalva: a dívida líquida subiu 188% (de R$ 351 mi para R$ 1.010 mi), e a própria empresa atribui isso ao aporte na Aegea e ao consumo de caixa de 2025.
Em 31/03/2026 o NAV era de R$ 194,5 bi contra valor de mercado de R$ 156,7 bi — desconto de 19,4%, contra 26,1% em dez/25 (a capa do relatório registra a queda de 6,7 p.p.). A administração afirma que o nível atual "é superior ao patamar que consideramos justo".
O ponto mais importante da análise está aqui. A maior justificativa econômica desse desconto é uma ineficiência fiscal específica: PIS e COFINS incidentes sobre o JCP que a holding recebe das investidas, que custaram R$ 859 mi em 2025 e R$ 224 mi só no 1T26 (dos quais R$ 69 mi via IUPAR). A reforma tributária aprovada em janeiro de 2025 elimina essa tributação a partir de janeiro de 2027 — a companhia usa a expressão "extinguindo a ineficiência fiscal estrutural da Itaúsa". É um catalisador datado, verificável e que não depende de nenhuma investida crescer: anualizando o 1T26, é da ordem de ~R$ 0,9 bi/ano que deixa de vazar. Um segundo fator infla o desconto reportado: a Copa Energia está no NAV a valor contábil, com "descolamento relevante em relação ao seu valor justo estimado".
Cálculo derivado (não é número publicado): o JCP de 15/06/2026 (R$ 1.547 mi brutos a R$ 0,138 por ação) implica ~11,21 bi de ações, o que confere com o LPA recorrente de R$ 0,40058 sobre R$ 4.491 mi. O NAV de 31/03 dá ~R$ 17,35 por ação; contra os R$ 13,58 de hoje, o desconto implícito seria de ~22%. Trate como ordem de grandeza: o NAV varia todo dia com ITUB4, e a Itaúsa publica o informativo mensal de desconto em ri.itausa.com.br.
| Ano | Lucro (R$ bi) | ROE | DY | Payout | P/VP |
|---|---|---|---|---|---|
| 2016 | 8,19 | 17,20% | 7,94% | 31,3% | 1,04 |
| 2017 | 8,40 | 15,68% | 4,47% | 47,1% | 1,29 |
| 2018 | 9,44 | 17,11% | 7,44% | 83,9% | 1,61 |
| 2019 | 10,57 | 18,67% | 9,74% | 99,9% | 1,91 |
| 2020 | 7,34 | 12,30% | 6,27% | 67,2% | 1,55 |
| 2021 | 13,29 | 18,52% | 4,80% | 22,2% | 1,13 |
| 2022 | 14,15 | 18,78% | 7,16% | 33,5% | 1,18 |
| 2023 | 13,98 | 16,23% | 5,64% | 41,1% | 1,31 |
| 2024 | 14,89 | 16,34% | 7,54% | 60,8% | 1,07 |
| 2025 | 16,55 | 18,58% | 15,05% | 123,1% | 1,48 |
Fonte: data/history/ITSA4.json; lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial da CVM com 0,0%
de diferença.
A regra é a consistência. ROE entre 15,7% e 18,8% em todos os anos de 2016 a 2025, com uma única exceção (12,3% em 2020, pandemia), e lucro positivo em todos os 17 anos da série. O lucro saiu de R$ 8,19 bi (2016) para R$ 16,55 bi (2025) — +102% em nove anos, ~8,1% a.a. nominal, acima do IPCA. E o retorno ao acionista bate os benchmarks em todas as janelas (seção 4 do relatório): TSR de 19,0% a.a. em 10 anos e 21,5% a.a. em 5 anos, contra Ibovespa de 14,1% e 10,0% e CDI de 9,4% e 11,6%. Em 12 meses, +67,6% contra +43,9% do Ibovespa.
A exceção é 2025. O payout de 123,1% e o DY de 15,05% daquele ano não são o regime sustentável — o dividendo por ação estimado saltou 121% enquanto o LPA subiu 9,4%, e o VPA caiu de R$ 8,2267 para R$ 7,9149 (−3,8%) apesar do lucro recorde. O relatório do 1T26 explica o mecanismo: a Itaúsa antecipou em dez/25 o repasse de proventos do Itaú que só entraram no caixa em mar/26, e o resultado financeiro do 1T26 piorou 21% por conta do menor saldo médio de caixa "impactado pela antecipação de dividendos". O payout médio de 2016–2024 foi de ~54%. O yield estrutural é o 8,8% UDM que a própria companhia reporta, não os 15% de 2025 — e o DY de 9,75% do Investidor10 ainda carrega parte dessa antecipação na janela de 12 meses.
Isso espelha o que já havia sido identificado na análise do ITUB4 (payout de 113% em 2025, devolução de capital excedente): a Itaúsa repassa o Itaú, inclusive nos extraordinários.
| P/VP | P/L | DY 12M | Var. 12M | |
|---|---|---|---|---|
| ITSA4 | 1,69 | 8,99 | 9,75% | +44,66% |
| ITUB4 (o ativo dominante) | 2,24 | 10,20 | 8,34% | +33,00% |
| BBDC3 | 0,95 | 7,36 | 8,81% | +27,76% |
O mesmo lucro do Itaú sai ~12% mais barato via holding (P/L 8,99 vs 10,20) e rende mais em proventos. É a expressão do desconto de holding em múltiplos.
Sentimento: positivo, com foco em dividendos e no desconto.
Dois subagentes leram os mesmos arquivos em paralelo, cegos um ao outro.
Fraqueza que o Touro admite: é uma aposta concentrada — 91% do resultado recorrente vem do Itaú, então compra-se risco de crédito bancário brasileiro com uma camada de custo por cima. O payout de 123% de 2025 foi inflado por antecipação e não é o regime sustentável; o yield estrutural é ~8,8%. E a Aegea reapresentou demonstrações com redução de R$ 656 mi no investimento da Itaúsa, e mesmo assim pode receber mais R$ 730 mi a R$ 1,5 bi.
Força que o Urso admite: a ineficiência fiscal estrutural acaba em jan/2027 — R$ 859 mi em 2025 e R$ 224 mi no 1T26 que voltam para o acionista, justificando mecanicamente o fechamento de parte do desconto. E o track record é difícil de refutar: TSR de 19,0% a.a. em 10 anos contra 14,1% do Ibovespa, com dívida líquida de 0,5% do NAV e nenhum vencimento até 2028. Essa não é uma holding financeiramente frágil; o problema é o preço pago hoje e o destino do caixa.
Nota do analista-chefe: verifiquei uma a uma as afirmações centrais dos dois casos contra os documentos. Todas conferem, com uma exceção — o Urso citou prejuízo de R$ 52 mi e alavancagem de 3,9x para a Aegea; esses números estão em tabelas do anexo que não foram extraídas do PDF, então removi-os da transcrição. O que sobre a Aegea está verificado é o que consta acima.
| Risco | Severidade | Detalhe e o que monitorar |
|---|---|---|
| Concentração no Itaú | Alta | 91,4% do resultado recorrente e 98,4% dos proventos. Qualquer tese sobre ITSA4 é uma tese sobre o Itaú. Monitorar: ROE recorrente e Índice Nível I do Itaú (já recuou de 14,1% para 13,4%). |
| Alocação de capital em saneamento | Alta | Nova chamada da Aegea de R$ 730 mi a R$ 1,5 bi contra caixa de R$ 2.248 mi; dívida líquida já subiu 188%. A Itaúsa é minoritária (13,27%) e não gere a investida, que reapresentou balanços (−R$ 656 mi). Monitorar: valor efetivamente subscrito e a dívida líquida do 2T26. |
| Renda perdendo para o CDI | Média | DY líquido de ~7,3% contra CDI de 14,78%. Monitorar: trajetória do Copom; o argumento se inverte se a Selic cair como o próprio setor projeta. |
| Desconto já comprimido | Média | De 26,1% (dez/25) para 19,4% (mar/26). O ganho fácil de re-rating foi capturado; P/VP de 1,69 contra 1,07 em 2024. |
| Qualidade do lucro do Itaú | Média | Produto Bancário −3,9% e Receita Financeira Líquida −8,0%; o lucro cresceu via menores perdas de crédito (−5,8%), alavanca finita. |
| Confusão com extraordinários | Baixa | O 2T26 virá com R$ 0,9 bi não recorrente da Itautec, e o DY de 12M ainda carrega a antecipação de dez/25. Risco de o investidor ler o resultado como geração recorrente. |
| Investidas não financeiras fracas | Baixa | Dexco com ROE recorrente de 3,1%; Copa Energia sem preço de mercado. Pequenas demais para quebrar a tese, grandes o bastante para consumir caixa. |
| Estrutura de dívida | Baixa | 0,5% do NAV, cobertura de 21,0x, sem vencimento de principal até 2028. Não é fonte de risco hoje. |
Notas: dividendos 7,5 · valorização 6,5 · qualidade 8,5 Recomendação: Comprar
Perfil: investidor de renda e longo prazo que quer exposição ao Itaú comprando-a mais barata, aceita que ~90% do resultado vem de um único banco e tem paciência para o catalisador fiscal de 2027. Não faz sentido para quem já tem posição relevante em ITUB4 — seria dobrar a mesma aposta com uma camada de custo de holding no meio.
Justificativa. O debate convergiu num ponto raro: os dois lados concordam sobre o que o ativo é, e discordam apenas sobre o preço. ITSA4 é o Itaú embrulhado — 91,4% do resultado recorrente e 98,4% dos proventos vêm dele — e a qualidade do embrulho é alta: TSR de 19,0% a.a. em dez anos contra 14,1% do Ibovespa e 9,4% do CDI, ROE entre 15,7% e 18,8% em nove dos dez últimos anos, lucro positivo nos 17 anos da série, dívida líquida de 0,5% do NAV e nenhum vencimento de principal até 2028. A isso soma-se um catalisador que não depende de nenhuma investida performar: a reforma tributária elimina o PIS/COFINS sobre o JCP recebido a partir de janeiro de 2027, devolvendo ao acionista algo da ordem de R$ 0,9 bi/ano que hoje vaza — e é justamente essa ineficiência a principal justificativa econômica do desconto de holding. O caso urso está certo sobre o timing: o desconto já fechou de 26,1% para 19,4%, a ação subiu 44,66% em 12 meses e o P/VP saiu de 1,07 para 1,69, então o ponto de entrada barato passou. E está certo sobre a renda: o DY de 15% de 2025 foi antecipação de calendário, não geração de caixa — o yield estrutural é ~8,8% bruto, ~7,3% líquido, hoje abaixo do CDI. Mesmo assim, Comprar e não Neutro, por três razões: o desconto de ~19–22% ainda existe e tem uma data para encolher, o mesmo lucro do Itaú custa ~12% menos aqui do que em ITUB4, e a disciplina de alocação foi demonstrada na prática ao abandonar a Copasa quando o preço não fechou. A ressalva séria não é a tese, é o dimensionamento: quem já carrega ITUB4 não deve tratar ITSA4 como diversificação.
Gatilhos que mudariam a tese: 1. Para aumentar: confirmação em balanço do fim do PIS/COFINS sobre JCP a partir de jan/2027 (~R$ 0,9 bi/ano) combinada com desconto de holding voltando acima de 25% numa correção — a assimetria de 2024 (P/VP 1,07) reaparece. 2. Para reduzir: subscrição no teto da Aegea (R$ 1,5 bi) seguida de nova chamada de capital, levando a dívida líquida da holding acima de ~R$ 3 bi, ou qualquer sinal de que o repasse integral dos proventos do Itaú será interrompido para financiar investidas. 3. Para reavaliar tudo: deterioração no Itaú — ROE recorrente abaixo de 18% ou Índice Nível I abaixo de 12% por dois trimestres. Com 91% do resultado vindo de lá, essa é a única variável que muda a tese inteira de uma vez.
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