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ISAE4 — ISA Energia Brasil PN

R$ 27,32 (B3)

Utilidade Pública / Transmissão de Energia · dados de 2026-09-15 10:31 · ⚠ divergência leve

Preço teto — quanto vale a pena pagar

bazinbazin: R$ 22,0322,03gordongordon: R$ 16,3516,35grahamgraham: R$ 48,9348,93multiplo plmultiplo pl: R$ 23,0423,04multiplo pvpmultiplo pvp: R$ 32,6532,65Faixa da matriz de sensibilidade: R$ 22,37 a R$ 54,18DCF DamodaranDCF Damodaran: R$ 33,0933,091224354759Preço hoje: R$ 27,32hoje 27,32Preço teto: R$ 21,37
preço justo do método faixa de sensibilidade do DCF ┆ preço de hoje │ preço teto (com margem)
Preço atual R$ 27,32 fonte: B3
Preço justo (consenso) R$ 32,87 mediana das famílias de métodos
PREÇO TETO R$ 21,37 com margem de 35%
Situação acima do teto -21,8% até o teto

Confiança do consenso: média · faixa dos métodos: R$ 16,35 a R$ 48,93 · consenso por família: renda R$ 19,19, lucro R$ 35,98, patrimonio R$ 32,65, fluxo_caixa R$ 33,09 (a mediana usou só as duas do meio — renda e lucro ficaram fora) · DY no preço teto: 8,66% (hoje: 6,77%)

MétodoPreçoComo foi calculado O que significa
bazinR$ 22,03DPA de R$ 1.8506 exigindo DY de 8.40%Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação.
gordonR$ 16,35DPA R$ 1.8506, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.00%Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio.
grahamR$ 48,93LPA R$ 3.54 e VPA R$ 30.07Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto.
multiplo plR$ 23,04P/L mediano de 6.51 (8 anos) sobre base de R$ 3.54Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história.
multiplo pvpR$ 32,65P/VP mediano de 1.09 (8 anos) sobre base de R$ 30.07Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história.
dcf damodaranR$ 33,09fluxo de caixa da firma, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 22.37–54.18)Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado.

Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40% · desconto 18,00% · crescimento usado 6,00% · DPA base R$ 1,8506 = mediana de (12M: R$ 1,8506 · média 5a: R$ 2,3763 · normalizado: R$ 1,8434) · LPA base R$ 3,54 = mediana de (último ano: R$ 3,48 · meio de ciclo: R$ 3,76 · trimestre anualizado: R$ 3,54). Ajuste em config/valuation.json.

Valuation intrínseco — 10 anos projetados (método Damodaran)

Fluxo de caixa livre da firma (FCFF) — Projeta a receita, a margem e o quanto a empresa precisa reinvestir para crescer. Chega ao valor da empresa inteira e subtrai a dívida — o que sobra é do acionista.

Preço hoje R$ 27,32
Valor intrínseco (cenário base) R$ 32,11 17,5% vs preço
Valor esperado (3 cenários) R$ 33,09 média ponderada 25/50/25
Comprar abaixo de R$ 25,69 margem de segurança de 20%

⚠ A margem EBIT alvo (73.3%) está 29.4 p.p. acima da margem do último ano (43.9%). O modelo assume que ela volta à mediana histórica — em setor cíclico isso é uma aposta no ciclo, não uma constatação.

Três mundos possíveis

pessimista · peso 25%
R$ 21,10
-22.8% vs preço de hoje
roe -3.0 p.p., g -2.0 p.p., ke +2.0 p.p., margem -3.0 p.p.
base · peso 50%
R$ 32,11
+17.5% vs preço de hoje
premissas centrais
otimista · peso 25%
R$ 47,06
+72.3% vs preço de hoje
roe +3.0 p.p., g +1.0 p.p., ke -1.5 p.p., margem +3.0 p.p.

De onde sai o valor

10 anos de caixa
R$ 19,7 bi
+ perpetuidade
R$ 17,0 bi
= valor da firma
R$ 36,7 bi
− dívida líquida
R$ -13,8 bi
− minoritários
R$ -0,3 bi
= do acionista
R$ 22,6 bi

46% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.

Os motores do valor

Taxa livre de risco
7,87%
Selic projetada para 2030 pelo mercado (Focus/BCB): 10.00% − spread de default do Brasil 2.13% (Ba1 (Moody's))
Custo de capital (WACC)
13,98%
ke 17.94% × 55% + kd 11.23% × (1−18%) × 45% = 13.98%
Custo do capital próprio
17,94%
7.87% + 1.35 × 7.47% = 17.94% · beta desalavancado 0.80 × (1 + (1−18%) × D/E 0.83) = 1.35
Crescimento da receita
2,12%
CAGR da receita 2016–2025, desacelerando até o crescimento perpétuo de 5,50%
Margem EBIT alvo
73,31%
hoje em 43,90%; o modelo converge para a mediana histórica ao longo de 10 anos
Preço de crescer
R$ 0,24
cada R$ 1 de capital investido gera R$ 0.24 de receita — é o preço de crescer
Dívida líquida
R$ 13,8 bi
custo da dívida 11,23% — despesa financeira ÷ dívida bruta (medido)
Crescimento perpétuo
5,50%
IPCA 3.50% (IPCA projetado para 2030 (Focus/BCB)) + PIB real 2.0% = 5.50% (limitado a 7.87%)
Prêmio de risco Brasil
7,47%
Damodaran, atualizado em 2026-01-05

E se as premissas estiverem erradas?

Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo →-2 p.p.-1 p.p.+0 p.p.+1 p.p.+2 p.p.
-2 p.p.40,4842,6745,4549,1154,18
-1 p.p.34,7136,2038,0740,4843,70
+0 p.p.29,9130,8832,1133,6935,77
+1 p.p.25,8526,4327,1928,1929,50
+2 p.p.22,3722,6623,0723,6324,41

Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.

O que o preço de hoje já está dizendo

Para o preço de hoje ser o valor justo, o crescimento teria que ser -6.84 p.p. do que assumimos, ou o custo de capital +0.97 p.p..

Os 10 anos projetados (cenário base)

AnoCresc. %Margem %EBIT (bi)NOPAT (bi)Reinvest. (bi)Caixa livre (bi)A valor de hoje (bi)
12,1246,844,53,70,82,92,5
22,1249,784,94,00,93,22,4
32,1252,725,34,30,93,52,3
42,1255,665,74,70,93,82,2
52,1258,616,15,00,94,12,1
62,8061,556,65,41,24,21,9
73,4764,497,25,91,64,31,7
84,1567,437,86,41,94,51,6
94,8270,378,57,02,34,71,4
105,5073,319,47,72,84,91,3

Checagem interna do modelo: diferença de R$ — entre somar o caixa recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.

Em quais meses este ativo paga

jan0,4268
fev0,5187
mar0,5187
abr1,1492
mai
jun
jul
ago
set
out
nov0,2250
dez0,4500

Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 1,8506 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 2,3763.

Links e documentos

Documentos oficiais (CVM)

Histórico (10 anos)

AnoDY %Payout %ROE %P/LP/VPLucro líq.
20261,32 B
202511,9387,2311,577,910,922,51 B
20240,0044,3117,754,630,823,55 B
20238,3226,3016,356,561,072,89 B
20224,625,4113,987,151,002,32 B
202114,76102,0520,965,661,193,04 B
20206,2622,3024,445,821,423,38 B
20196,6953,7414,949,011,351,78 B
201818,17117,4317,006,461,101,88 B
20174,5449,8712,438,611,071,37 B
20162,322,3848,752,311,134,93 B

Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.

Verificação de dados (Investidor10 × fontes oficiais)

VerificaçãoInvestidor10Oficial (B3/CVM)DiferençaStatusObs.
cotacao vs B327,2827,320,15%okB3 em 2026-09-15 10:14:00
ROE vs CVM (anualizado, aproximado)11,77atencaovalor ausente em uma das fontes

Dados oficiais — ITR consolidado (CVM)

Referência2026-06-30
Patrimônio líquidoR$ 22.480.937.000,00
Lucro líq. acumuladoR$ 1.322.519.000,00
Período do lucro2026-01-01 a 2026-06-30

Análise

ISAE4 — ISA Energia Brasil PN

Data da análise: 04/08/2026 (rev. 2 — descruzamento da IE Madeira + resultado do 2T26) · Preço de referência: R$ 26,90 Tipo: Ação (Utilidade Pública / Transmissão de Energia) · Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,71% (12M) · IPCA 4,64% Verificação de dados: ⚠ atenção ⚠ Fonte do preço: a API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (HTTP 520). O preço acima vem do Investidor10, conferido contra o Yahoo Finance no fechamento de 03/08 (R$ 26,84 — diferença de 0,22%).

Por que esta revisão existe: Fato Relevante de 31/07/2026 (conclusão do descruzamento IE Madeira / IE Garanhuns) + resultado do 2T26 divulgado em 03/08/2026, com lucro de R$ 173,9 mi, −32% a/a.


1. Analista Fundamentalista

Indicador Atual Leitura
P/VP 0,83 Mediana de 8 anos: 1,02. Pós-oferta, ~0,85
P/L 7,56 Sobre lucro em queda — ver abaixo
DY 12M 6,88% Menos da metade do CDI (14,71%). Foi zero em 2024
ROE (2025) 11,6% Contra custo de capital próprio de ~18,3% — destrói valor
VPA R$ 32,10 Pós-oferta, ~R$ 31,78
Despesa financeira / EBIT 43,5% Era 24,3% em 2024

Histórico (10 anos)

2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
ROE 14,9% 24,4% 21,0% 14,0% 16,3% 17,7% 11,6%
Lucro (R$ bi) 1,78 3,38 3,04 2,32 2,89 3,55 2,51
DY 6,7% 6,3% 14,8% 4,6% 8,3% 0,0% 11,9%
Payout 50,3% 20,9% 95,8% 5,1% 24,6% 41,5% 81,7%

O dividendo é irregular — este é o fato que mais importa para uma carteira de renda. Em todo o ano de 2024 não houve uma única data-ex de provento, apesar de o lucro daquele ano (R$ 3,55 bi) ter sido o maior da década. Em 2026, o acumulado até abril é de R$ 0,925/ação, contra R$ 3,286 no ano de 2025.

A margem caiu cinco anos seguidos, e essa é a variável que decide o valuation: 80,2% (2021) → 64,0% → 63,4% → 64,4% → 43,9% (2025), e 49,1% no 1T26. A receita, em contrapartida, subiu 51% em dois anos (R$ 6,2 bi → R$ 9,4 bi): o problema não é operacional no sentido de perder cliente — é composição de receita e custo financeiro.

Onde o lucro está sendo consumido: a dívida bruta dobrou em três anos (R$ 8,04 bi em 2022 → R$ 16,01 bi em 2025 → R$ 16,30 bi no 1T26) e a despesa financeira subiu +44% em 2025 (R$ 1,25 bi → R$ 1,80 bi), rodando a ~R$ 2,27 bi anualizados no 1T26. O resultado do 2T26 (R$ 173,9 mi, −32% a/a) foi atribuído pela imprensa especializada exatamente a isso (InfoMoney e Money Times, 03/08/2026). Somando com o 1T26 (R$ 619,1 mi), o 1S26 dá ~R$ 793 mi — anualizado, ~R$ 1,6 bi contra R$ 2,51 bi em 2025.

Ressalva de dado: a série da CVM registra fluxo de caixa operacional negativo em 2024 (−R$ 181 mi), 2025 (−R$ 1,22 bi) e 1T26 (−R$ 367 mi), períodos em que foram pagos R$ 1,24 bi, R$ 1,70 bi e R$ 413 mi de proventos. Em concessões de transmissão a contabilidade de ativo de contrato (ICPC 01) distorce a linha de FCO, então não trato isso como prova de que o dividendo é financiado por dívida — mas é um sinal que precisa ser conferido no release completo antes de qualquer decisão de compra.

2. Analista de Notícias e Fatos Relevantes

Descruzamento IE Madeira / IE Garanhuns (FR de 31/07/2026) — fonte primária: - Pagamento de torna à AXIA Energia de R$ 1.167.482.350,00. - Passa a consolidar 100% da IE Madeira a partir de agosto/2026: RAP líquida de PIS/COFINS de R$ 796,7 mi (ciclo 2026/27), EBITDA regulatório de R$ 660,1 mi, dívida líquida de R$ 588,2 mi. - Deixa de contabilizar por equivalência a IE Garanhuns: RAP líquida de R$ 165,3 mi, EBITDA regulatório de R$ 134,2 mi. - Saldo: +R$ 631,4 mi de RAP líquida e +R$ 525,9 mi de EBITDA regulatório ao ano — ~+12,7% sobre o EBIT consolidado de 2025. Custo total (torna + dívida assumida) de R$ 1.756 mi = 3,3x EBITDA. - O FR não informa a fatia que a companhia já detinha na Madeira, então parte desse EBITDA pode já estar proporcionalizada. E o efeito de 2026 é de apenas 5 meses.

Oferta pública (24/07/2026): 44.444.444 novas PN a R$ 27,00, R$ 1,2 bi, com demanda que dobrou o lote inicial. Diluição de +6,3% a +6,7%. Os recursos cobrem quase integralmente a torna — a aquisição foi paga com equity, não com dívida nova. A ação caiu 7% no dia da precificação (InfoMoney, 24/07/2026), e a controladora ISA Capital, que sinalizara subscrever até 35,81%, não participou. O Morgan Stanley rebaixou o papel para neutro em 02/06/2026, "citando falta de catalisadores".

3. Debate (agentes independentes — cada lado montou seu caso sem ver o outro)

Tese Otimista (Touro)

  1. A IE Madeira entra inteira e o que sai é bem menor: +R$ 631,4 mi de RAP e +R$ 525,9 mi de EBITDA regulatório por ano, comprados a 3,3x EBITDA — múltiplo baixo para receita de concessão indexada.
  2. O follow-on validou R$ 27,00 com demanda em dobro e lock-up de 90 dias. Quem compra hoje a R$ 26,90 paga menos que o investidor institucional pagou há dez dias, já com o caixa dentro.
  3. A queda do lucro é financeira, não operacional: receita +51% em dois anos; o que comprimiu foi a despesa financeira (+44%). Sobre R$ 16,0 bi de dívida, cada 1 p.p. de Selic vale ~R$ 160 mi/ano — e o Focus leva a Selic de 14,25% para 10,0% até 2029-30. Os 2,25 p.p. até 2027 valem ~R$ 325 mi/ano.
  4. A "margem alvo" de 73,3% do DCF não foi inventada: é exatamente a mediana das margens EBIT de 2016-2025 (94,9 / 75,8 / 77,2 / 70,8 / 119,8 / 80,2 / 64,0 / 63,4 / 64,4 / 43,9). 2025 é o menor valor de dez exercícios.
  5. Descontado por três leituras independentes: P/VP mediano → R$ 32,65 (+21%); DCF base R$ 34,25 (+27,3%), pessimista R$ 22,51 (só −16%); DCF reverso exige custo de capital 1,46 p.p. maior. O "acima do teto" significa "não oferece 35% de margem de segurança", não "está cara" — o preço justo é R$ 33,97.

Tese Pessimista (Urso)

  1. O penhasco da RBSE em julho de 2028, que nenhum modelo desconta. O relatório de rating da Fitch de 17/07/2026 é explícito: o componente financeiro da RBSE acaba em julho de 2028 e reduz em 80% a receita de indenização, que foi de R$ 2,2 bi em 2025. É receita de margem quase integral. A reposição custa caro: capex médio de R$ 3,5 bi/ano de 2026 a 2029 contra R$ 913 mi de greenfields + R$ 860 mi de reforços contratados.
  2. Isso explica a margem — e desmonta a premissa do DCF. A margem não caiu por acidente: caiu cinco anos seguidos, porque a indenização da RBSE vem se esgotando. A mediana de 73,3% é alta justamente porque inclui os anos de RBSE cheia. Projetar a volta a 73,3% é projetar a volta de uma receita que contratualmente acaba. E a matriz de sensibilidade varia só WACC e crescimento — nenhuma das 25 células testa a margem.
  3. O DCF usa um balanço e uma contagem de ações vencidos: 658,9 mi de ações (pré-oferta) e dívida líquida de 2025 (R$ 13,84 bi), quando já são 703,3 mi de ações e a dívida líquida era R$ 14,99 bi no 1T26 — mais R$ 1,167 bi de torna. Refazendo, o valor base cai de R$ 34,25 para ~R$ 29,7, e o preço de compra com margem vira R$ 23,8 — abaixo dos R$ 26,90 de hoje.
  4. Alavancagem subindo com o lucro caindo: despesa financeira já consome 43,5% do EBIT; a Fitch projeta FCF negativo em R$ 2,4 bi/ano em 2026-2027 e alavancagem líquida ajustada de 3,8x (2026) a um pico de 4,4x em 2029 — com gatilho de rebaixamento em 4,0x recorrente. O custo marginal da nova dívida é CDI+0,6% (~15,3%), acima do kd de 11,23% que o WACC do modelo usa.
  5. Como renda, perde feio: DY de 6,88% contra CDI de 14,71%, com zero provento em todo o ano de 2024 e o fluxo mensal caindo de R$ 0,787 (JCP, jan-mar/25) para R$ 0,141 (mar-abr/26). Sobre o lucro anualizado do 1S26 e o P/L mediano da própria empresa (6,10x), o preço implícito seria ~R$ 13,8/ação.

4. Gestor de Risco

Risco Severidade Monitorar
Fim do componente financeiro da RBSE em jul/2028 (−80% de R$ 2,2 bi de receita) Alta Guidance de RAP; releases trimestrais; relatórios da Fitch
Alavancagem subindo (pico projetado de 4,4x em 2029) com FCF negativo Alta Dívida líquida/EBITDA; rating
Despesa financeira consumindo 43,5% do EBIT Alta Selic vs. parcela CDI da dívida
Dividendo irregular (zero em 2024) Média/Alta Política de proventos declarada
Nova diluição após a oferta de jul/2026 Média Fatos relevantes de oferta
Fluxo de caixa operacional negativo na série CVM Média Conferir no release completo (ICPC 01)

5. Veredito Final

Nota dividendos: 4,0/10 · Nota valorização: 5,0/10 · Nota qualidade: 5,0/10 · Recomendação: Neutro Perfil: apenas para quem quer exposição a transmissão com horizonte longo e aceita o degrau de 2028. Não serve como pilar de renda mensal — pagou zero em 2024.

Esta revisão é a que mais muda de conteúdo, porque o urso trouxe um dado que reconcilia tudo e que não estava nas análises anteriores: o componente financeiro da RBSE acaba em julho de 2028 e leva 80% de uma receita de R$ 2,2 bi (Fitch, 17/07/2026). Isso resolve a discussão central do valuation. O touro está aritmeticamente certo ao dizer que 73,3% é a mediana histórica da margem EBIT — mas essa mediana é alta porque inclui os anos de RBSE cheia. A margem não caiu cinco anos seguidos por acaso: ela está convergindo para o nível pós-RBSE. Logo, a premissa que sustenta o DCF de R$ 34,25 é justamente a que a evidência contradiz, e o modelo ainda por cima roda com contagem de ações e dívida pré-oferta — corrigido isso, o valor base cai para ~R$ 29,7 e o preço com margem de segurança vai para R$ 23,8, abaixo do mercado.

Do lado positivo, e é real: a consolidação da IE Madeira adiciona ~R$ 526 mi de EBITDA regulatório a 3,3x, paga com equity e não com dívida; o P/VP de 0,83 é genuinamente baixo para receita regulada; e a queda da Selic ataca diretamente a linha que derrubou o lucro — cada 1 p.p. vale ~R$ 160 mi/ano. Se a companhia atravessar 2028 com o capex convertido em RAP nova, a tese funciona.

O que não funciona é comprar isso como ativo de renda, que é o objetivo desta carteira: DY de 6,88% contra CDI de 14,71%, dividendo zero em 2024 e fluxo mensal caindo 82% de 2025 para 2026. A nota de renda cai para 4,0. E o sinal mais eloquente do trimestre não veio de modelo nenhum: a controladora sinalizou subscrever até 35,81% da oferta e não subscreveu nada.

Mudança vs. revisão anterior (25/07): dividendos 5,5 → 4,0; valorização 6,5 → 5,0; qualidade 6,0 → 5,0; recomendação Neutro mantida. As três notas caem pelo mesmo motivo — o degrau da RBSE em 2028 passou a ser explícito na análise.

Gatilhos que mudariam a tese: 1. Guidance de RAP para o pós-2028 mostrando reposição integral da indenização da RBSE → reavaliar para cima, é o único dado que destrava a tese. 2. Política de dividendos declarada e cumprida por dois anos seguidos → passa a servir para renda. 3. Dívida líquida/EBITDA acima de 4,0x recorrente ou nova oferta de ações → Evitar.


Fontes: Investidor10 e Yahoo Finance (preço, 03/08/2026 — B3 indisponível), Fato Relevante de 31/07/2026 (descruzamento IE Madeira/IE Garanhuns, IPE/CVM), Fato Relevante de 24/07/2026 (preço da oferta), Relatório de rating Fitch da 24ª emissão (17/07/2026), CVM DFP 2025 e ITR 1T26, histórico Investidor10 (10 anos), Boletim Focus/BCB (31/07/2026), InfoMoney e Money Times (03/08/2026 e 24/07/2026).

Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.

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