Utilidade Pública / Energia Elétrica · dados de 2026-07-25 00:05 · ⚠ divergência leve
⚠ acima do teto, MAS o modelo não é confiável aqui: os métodos discordam muito entre si (de R$ 7.13 a R$ 19.61)
Confiança do consenso: baixa · faixa dos métodos: R$ 7,13 a R$ 19,61 · consenso por família: renda R$ 8,38, lucro R$ 15,12, patrimonio R$ 11,49, fluxo_caixa R$ 9,99 (a mediana usou só as duas do meio — renda e lucro ficaram fora) · DY no preço teto: 11,80% (hoje: 7,47%)
| Método | Preço | Como foi calculado | O que significa |
|---|---|---|---|
| bazin | R$ 9,63 | DPA de R$ 0.8236 exigindo DY de 8.55% | Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação. |
| gordon | R$ 7,13 | DPA R$ 0.8236, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.25% | Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio. |
| graham | R$ 19,61 | LPA R$ 1.71 e VPA R$ 9.99 | Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto. |
| multiplo pl | R$ 10,63 | P/L mediano de 6.21 (8 anos) sobre base de R$ 1.71 | Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história. |
| multiplo pvp | R$ 11,49 | P/VP mediano de 1.15 (8 anos) sobre base de R$ 9.99 | Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história. |
| dcf damodaran | R$ 9,99 | fluxo de caixa da firma, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 5.64–17.86) | Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado. |
Premissas: Selic 14,25% · DY alvo 8,55%
· desconto 18,25% · crescimento usado
6,00% · DPA base R$ 0,8236
= mediana de (12M: R$ 0,8236 · média 5a:
R$ 0,9251 · normalizado:
R$ 0,7682) · LPA base R$ 1,71 = mediana de (último ano: R$ 1,71 · meio de ciclo: R$ 2,01 · trimestre anualizado: R$ 1,35).
Ajuste em config/valuation.json.
Fluxo de caixa livre da firma (FCFF) — Projeta a receita, a margem e o quanto a empresa precisa reinvestir para crescer. Chega ao valor da empresa inteira e subtrai a dívida — o que sobra é do acionista.
67% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.
| Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo → | -2 p.p. | -1 p.p. | +0 p.p. | +1 p.p. | +2 p.p. |
|---|---|---|---|---|---|
| -2 p.p. | 12,46 | 13,24 | 14,28 | 15,72 | 17,86 |
| -1 p.p. | 10,22 | 10,71 | 11,35 | 12,23 | 13,48 |
| +0 p.p. | 8,40 | 8,68 | 9,06 | 9,58 | 10,31 |
| +1 p.p. | 6,90 | 7,02 | 7,21 | 7,49 | 7,90 |
| +2 p.p. | 5,64 | 5,65 | 5,70 | 5,81 | 6,00 |
Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.
Para o preço de hoje ser o valor justo, o crescimento teria que ser +2.69 p.p. do que assumimos, ou o custo de capital -0.86 p.p..
| Ano | Cresc. % | Margem % | EBIT (bi) | NOPAT (bi) | Reinvest. (bi) | Caixa livre (bi) | A valor de hoje (bi) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 9,58 | 15,83 | 7,4 | 5,8 | 4,4 | 1,4 | 1,2 |
| 2 | 9,58 | 15,86 | 8,1 | 6,3 | 4,8 | 1,5 | 1,2 |
| 3 | 9,58 | 15,90 | 8,9 | 7,0 | 5,3 | 1,7 | 1,2 |
| 4 | 9,58 | 15,93 | 9,8 | 7,7 | 5,8 | 1,9 | 1,1 |
| 5 | 9,58 | 15,97 | 10,8 | 8,4 | 6,3 | 2,1 | 1,1 |
| 6 | 8,76 | 16,00 | 11,8 | 9,2 | 6,4 | 2,8 | 1,3 |
| 7 | 7,95 | 16,04 | 12,7 | 9,9 | 6,3 | 3,6 | 1,5 |
| 8 | 7,13 | 16,07 | 13,7 | 10,6 | 6,1 | 4,6 | 1,7 |
| 9 | 6,32 | 16,11 | 14,5 | 11,3 | 5,8 | 5,6 | 1,8 |
| 10 | 5,50 | 16,14 | 15,4 | 12,0 | 5,3 | 6,7 | 1,9 |
Checagem interna do modelo: diferença de
R$ — entre somar o caixa
recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que
dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.
Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 0,8236 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 0,9251.
| Ano | DY % | Payout % | ROE % | P/L | P/VP | Lucro líq. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | — | — | — | — | — | 0,98 B |
| 2025 | 14,74 | 87,15 | 17,14 | 6,54 | 1,12 | 4,90 B |
| 2024 | 12,83 | 77,05 | 26,00 | 4,47 | 1,16 | 7,12 B |
| 2023 | 11,24 | 32,18 | 23,39 | 4,38 | 1,03 | 5,77 B |
| 2022 | 13,75 | 70,27 | 18,79 | 5,99 | 1,13 | 4,09 B |
| 2021 | 8,97 | 44,07 | 19,28 | 5,92 | 1,14 | 3,75 B |
| 2020 | 4,22 | 27,79 | 16,39 | 7,72 | 1,27 | 2,87 B |
| 2019 | 5,26 | 18,48 | 19,69 | 6,43 | 1,27 | 3,13 B |
| 2018 | 4,13 | 29,45 | 11,66 | 11,89 | 1,39 | 1,74 B |
| 2017 | 3,55 | 79,51 | 6,99 | 10,01 | 0,70 | 1,00 B |
| 2016 | 8,39 | 219,77 | 2,59 | 33,64 | 0,87 | 0,33 B |
Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.
| Verificação | Investidor10 | Oficial (B3/CVM) | Diferença | Status | Obs. |
|---|---|---|---|---|---|
| cotacao vs B3 | 10,98 | 11,02 | 0,36% | ok | B3 em 2026-07-24 18:39:00 |
| ROE vs CVM (anualizado, aproximado) | — | 13,55 | — | atencao | valor ausente em uma das fontes |
Data da análise: 25/07/2026 · Preço de referência (B3): R$ 11,02 Tipo: Ação (Utilidade Pública / Energia Elétrica) · Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,78% · IPCA 4,64% Verificação de dados: ⚠ atenção
| Indicador | Atual | Leitura |
|---|---|---|
| ROE | 17,1% | Caiu de 26,0% (2024); faixa histórica 2,6%–26,0% |
| P/VP | 1,12 | Estável em ~1,0–1,4 há uma década — desconto crônico |
| DY 12M | 7,47% | Alto; chegou a 14,74% em 2025 |
| P/L | 6,54 | Baixo, como sempre foi |
| VPA | R$ 9,99 | Não cresce: R$ 8,86 em 2016 → R$ 9,99 em 2025 |
Duas coisas saltam, e as duas importam.
Primeira: o VPA não compõe. R$ 8,86 (2016) → R$ 9,99 (2025), +12,8% em nove anos, abaixo da inflação acumulada do período. Compare com PSSA3 (+125%) ou ISAE4 (+109%). A Cemig distribui o que gera e não acumula patrimônio. Para um acionista de longo prazo isso significa que o retorno é quase todo dividendo — não há motor de valorização por acúmulo.
Segunda: o resultado é errático de forma extrema. Lucro de R$ 0,33 bi (2016) → R$ 7,12 bi (2024) → R$ 4,90 bi (2025), −31% em um ano. O LPA foi de R$ 0,23 (2016) a R$ 2,62 (2023) e está em R$ 1,71. O ROE começou a década em 2,6%. E o payout oscilou de 18,5% (2019) a 219,8% (2016) — não existe política de dividendos previsível nessa série.
Terceira, e é a que o modelo não vê: o P/VP de ~1,1 é crônico, não é oportunidade. A Cemig negociou entre 0,70× e 1,39× o patrimônio em todos os dez anos. Nosso próprio backtest expõe o problema: o preço teto da CMIG4 dispara em 8 de 10 anos (80%), contra 0–20% dos outros candidatos, e chegou a 246% do teto. Quando um modelo baseado em múltiplos históricos aprova um ativo em 80% dos anos, ele não está achando barganha — está apenas medindo um desconto permanente contra si mesmo. É circular: a Cemig é "barata vs. sua história" porque sempre foi barata, e a razão pela qual sempre foi barata não desapareceu.
Essa razão tem nome: é uma estatal controlada pelo governo de Minas Gerais.
O fluxo de Fatos Relevantes de 2026 é, em si, o diagnóstico:
Troca de presidência e de toda a diretoria executiva em cinco semanas é rotatividade de governança típica de empresa estatal, e é exatamente o que sustenta o desconto de múltiplo há uma década. O incidente cibernético com exposição de dados pessoais carrega risco de LGPD.
14/07 e 19/07/2026: aprovado JCP de R$ 630,5 milhões. Como na Taesa, o noticiário da Cemig é dominado por avisos de provento — é o que o mercado compra aqui.
Não há notícia de avanço de privatização no período coletado. As tentativas do governo estadual de privatizar a companhia vêm sendo repetidamente barradas, e a tese de re-rating da Cemig depende inteiramente disso acontecer.
| Risco | Severidade | Monitorar |
|---|---|---|
| Governança estatal / interferência política | Alta | Fatos Relevantes de troca de diretoria e conselho |
| VPA que não compõe — retorno 100% dependente de dividendo | Alta | VPA por ação a cada balanço |
| Lucro caiu 31% em um ano; payout sem política estável | Alta | Payout declarado; LPA trimestral |
| Preço teto circular (dispara em 80% dos anos) | Alta | Usar o DCF, não o preço teto, neste ativo |
| Incidente cibernético e LGPD | Média | Desdobramentos regulatórios e provisões |
| Tese de re-rating depende de privatização | Média/Alta | Andamento legislativo em MG |
Nota dividendos: 7,0/10 · Nota valorização: 4,0/10 · Nota qualidade: 5,0/10 · Recomendação: Evitar Perfil: renda alta com risco de governança estrutural; não serve como núcleo de carteira.
Renda 7,0: o dividendo é alto e real — dois dígitos em 2023, 2024 e 2025. Isso é o que a Cemig entrega de fato, e não é pouco.
Qualidade 5,0 — a mais baixa dos cinco, e por razões documentadas nesta análise, não por preconceito com estatal: ROE de 2,6% no começo da década, payout oscilando entre 18% e 220%, VPA que não cresceu acima da inflação em nove anos, presidente e diretoria executiva inteira substituídos em cinco semanas de 2026, e um incidente de segurança com exposição de dados pessoais. É a soma disso, não um item isolado.
Valorização 4,0. Aqui está o ponto técnico mais importante para você entender sobre o nosso próprio painel: o preço teto da CMIG4 não deve ser usado. Ele dispara em 80% dos anos históricos porque mede a Cemig contra o desconto permanente que ela sempre teve — é circular. O DCF, que projeta caixa em vez de extrapolar múltiplos, diz caro (R$ 9,99 contra R$ 11,02). E a tese de re-rating depende de privatização, que é decisão política já frustrada várias vezes.
Por que "Evitar" e não "Neutro": dos cinco candidatos, é o único em que o problema central não é o preço, e sim o controlador. Preço se corrige com tempo; governança estatal não. Com CMIG4 você seria pago 7,5% para assumir risco político em uma empresa cujo patrimônio por ação não cresce — enquanto o CDI paga 14,78% sem risco algum.
Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.