Seguros / Seguridade · dados de 2026-09-15 10:31 · ⚠ divergência leve
⚠ acima do teto, MAS o modelo não é confiável aqui: 1 alerta(s) sobre os dados — leia antes de usar o número
⚠ DPA de 12M (R$ 4.5901) é 1.7x diferente da média de 5 anos (R$ 2.6728) — o provento teve extraordinário. Métodos de renda (bazin, gordon) devem ser lidos com ressalva.
Confiança do consenso: baixa · faixa dos métodos: R$ 16,15 a R$ 47,11 · consenso por família: renda R$ 24,71, lucro R$ 35,16, patrimonio R$ 40,35, fluxo_caixa R$ 39,19 (a mediana usou só as duas do meio — renda e patrimonio ficaram fora) · DY no preço teto: 11,57% (hoje: 6,98%)
| Método | Preço | Como foi calculado | O que significa |
|---|---|---|---|
| bazin | R$ 33,28 | DPA de R$ 2.7953 exigindo DY de 8.40% | Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação. |
| gordon | R$ 16,15 | DPA R$ 2.7953, crescimento 0.6% a.a., desconto 18.00% | Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio. |
| graham | R$ 23,20 | LPA R$ 4.47 e VPA R$ 5.35 | Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto. |
| multiplo pl | R$ 47,11 | P/L mediano de 10.53 (8 anos) sobre base de R$ 4.47 | Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história. |
| multiplo pvp | R$ 40,35 | P/VP mediano de 7.54 (8 anos) sobre base de R$ 5.35 | Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história. |
| dcf damodaran | R$ 39,19 | excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 34.85–45.15) | Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado. |
Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40%
· desconto 18,00% · crescimento usado
0,59% · DPA base R$ 2,7953
= mediana de (12M: R$ 4,5901 · média 5a:
R$ 2,6728 · normalizado:
R$ 2,7953) · LPA base R$ 4,47 = mediana de (último ano: R$ 4,64 · meio de ciclo: R$ 3,27 · trimestre anualizado: R$ 4,47).
Ajuste em config/valuation.json.
Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.
⚠ ROE do último ano (86.8%) está longe da mediana de 5 anos (81.0%), que é o que o modelo usa. Se a mudança for estrutural e não cíclica, o valor está errado.
29% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.
| Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo → | -2 p.p. | -1 p.p. | +0 p.p. | +1 p.p. | +2 p.p. |
|---|---|---|---|---|---|
| -2 p.p. | 43,06 | 43,41 | 43,85 | 44,41 | 45,15 |
| -1 p.p. | 40,73 | 41,01 | 41,34 | 41,76 | 42,28 |
| +0 p.p. | 38,60 | 38,83 | 39,09 | 39,40 | 39,79 |
| +1 p.p. | 36,65 | 36,83 | 37,04 | 37,28 | 37,58 |
| +2 p.p. | 34,85 | 34,99 | 35,16 | 35,36 | 35,59 |
Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.
Para o preço de hoje ser o valor justo, o crescimento teria que ser +2.52 p.p. do que assumimos, ou o custo de capital -0.43 p.p..
| Ano | VPA | ROE % | Lucro/ação | Payout % | Provento | Excedente | A valor de hoje |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 5,35 | 80,96 | 4,33 | 63,10 | 2,73 | 3,51 | 2,37 |
| 2 | 6,94 | 80,96 | 5,62 | 63,10 | 3,55 | 4,56 | 2,67 |
| 3 | 9,02 | 80,96 | 7,30 | 63,10 | 4,61 | 5,92 | 3,00 |
| 4 | 11,71 | 80,96 | 9,48 | 63,10 | 5,99 | 7,68 | 3,38 |
| 5 | 15,20 | 80,96 | 12,31 | 63,10 | 7,77 | 9,97 | 3,81 |
| 6 | 19,73 | 68,23 | 13,47 | 63,40 | 8,54 | 10,44 | 3,63 |
| 7 | 24,66 | 55,51 | 13,69 | 63,80 | 8,73 | 9,91 | 3,22 |
| 8 | 29,62 | 42,79 | 12,67 | 64,40 | 8,16 | 8,13 | 2,61 |
| 9 | 34,13 | 30,06 | 10,26 | 65,50 | 6,72 | 5,03 | 1,86 |
| 10 | 37,67 | 17,34 | 6,53 | 68,30 | 4,46 | 0,75 | 1,07 |
Checagem interna do modelo: diferença de
R$ 0,0000 entre somar o caixa
recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que
dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.
Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 4,5901 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 2,6728.
| Ano | DY % | Payout % | ROE % | P/L | P/VP | Lucro líq. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | — | — | — | — | — | 4,55 B |
| 2025 | 11,66 | 91,76 | 86,84 | 7,78 | 6,76 | 9,02 B |
| 2024 | 7,28 | 59,16 | 89,77 | 8,07 | 7,24 | 8,70 B |
| 2023 | 10,25 | 85,16 | 80,96 | 8,22 | 6,65 | 7,95 B |
| 2022 | 5,79 | 63,15 | 79,57 | 10,83 | 8,62 | 6,04 B |
| 2021 | 4,80 | 49,21 | 54,02 | 10,24 | 5,53 | 3,93 B |
| 2020 | 9,36 | 140,48 | 60,26 | 14,94 | 9,00 | 3,85 B |
| 2019 | 4,17 | 85,71 | 126,86 | 10,99 | 13,94 | 6,66 B |
| 2018 | 11,21 | 96,48 | 51,82 | 15,13 | 7,84 | 3,54 B |
| 2017 | 5,67 | 78,85 | 45,51 | 13,66 | 6,22 | 4,05 B |
| 2016 | 5,97 | 82,50 | 48,42 | 13,69 | 6,63 | 4,01 B |
Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.
| Verificação | Investidor10 | Oficial (B3/CVM) | Diferença | Status | Obs. |
|---|---|---|---|---|---|
| cotacao vs B3 | 39,77 | 40,03 | 0,65% | ok | B3 em 2026-09-15 10:16:00 |
| ROE vs CVM (anualizado, aproximado) | — | 83,60 | — | atencao | valor ausente em uma das fontes |
Data da análise: 04/08/2026 (rev. 2 — resultado do 2T26) · Preço de referência: R$ 41,31 Tipo: Ação (Seguros / Seguridade) · Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,71% (12M) · IPCA 4,64% Verificação de dados: ⚠ atenção ⚠ Fonte do preço: a API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (HTTP 520). O preço acima vem do Investidor10, conferido contra o Yahoo Finance no fechamento de 03/08 (R$ 41,45 — diferença de 0,34%).
Por que esta revisão existe: resultado do 2T26 divulgado em 03/08/2026 — lucro de ~R$ 2,2 bi, queda de ~4% a/a — com a definição do dividendo intercalar do 1S26. Este ativo não estava em
data/alerts.json; entrou pela triagem de notícias.
O Fato Relevante de 24/06/2026 (fonte primária, IPE/CVM) aprova a distribuição de R$ 3.850.000.000,00 em dividendos intercalares, e registra que o valor por ação e as datas sairiam depois. Eles saíram em 03/08:
| Montante | R$ 3,85 bi (Fato Relevante/CVM) |
| Valor por ação | R$ 1,98 |
| Data-com | 06/08/2026 (ex a partir de 07/08) |
| Pagamento | 03/09/2026 |
Divergência de imprensa, registrada e resolvida: Seu Dinheiro, Money Times e Investidor10 publicaram R$ 1,90/ação (com total arredondado de R$ 3,8 bi); a InfoMoney publicou R$ 1,98. A aritmética decide: o montante oficial de R$ 3,85 bi dividido pelas ~1,941 bi de ações implícitas na CVM (PL de R$ 10,384 bi ÷ VPA de R$ 5,3489) dá R$ 1,983/ação. R$ 1,90 implicaria R$ 3,69 bi, abaixo do valor aprovado. Adotado R$ 1,98.
| Indicador | Atual | Leitura |
|---|---|---|
| P/L | 8,73 | Abaixo da mediana de 8 anos (10,53) |
| P/VP | 7,36 | Abaixo da mediana (7,54). Alto por ser capital-light, não por distorção |
| ROE (2025) | 86,8% | Faixa de 10 anos: 45,5% a 126,9% |
| DY 12M | 10,89% | Normalizado: 6,77%. Contra CDI de 14,71% |
| Caixa líquido | −R$ 6,24 bi | Melhorou de −R$ 4,87 bi mesmo distribuindo R$ 8,27 bi |
| 2016 | 2019 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ROE | 48,4% | 126,9% | 54,0% | 79,6% | 81,0% | 89,8% | 86,8% |
| Lucro (R$ bi) | 4,01 | 6,66 | 3,93 | 6,04 | 7,95 | 8,70 | 9,02 |
| DY | — | 4,2% | 4,8% | 5,8% | 10,2% | 7,3% | 11,7% |
| Payout | — | 85,7% | 49,2% | 63,1% | 85,2% | 59,2% | 91,8% |
O pior ano de ROE da década foi 45,5% — nível que a maioria das empresas da B3 nunca atinge no melhor ano. Isso atravessou Covid, Selic a 2%, Selic a 14,25%, seca no agro e três ciclos políticos. Lucro de R$ 4,01 bi (2016) para R$ 9,02 bi (2025), CAGR de 9,4% a.a., com o de 2025 conferido contra a DFP oficial (diferença de 0,0%). Dividendo pago em todos os 13 anos desde 2013, com DPA saindo de R$ 1,674 (2016) para R$ 4,262 (2025) — +10,9% a.a.
A ressalva estrutural, que é o eixo desta revisão: mais da metade do lucro é receita financeira. O resultado financeiro de 2025 foi de R$ 5,34 bi sobre um LAIR de R$ 9,87 bi = 54,1%; no 1T26, 51,5%. Entre 2021 e 2025 o resultado financeiro cresceu +191,9% enquanto o EBIT cresceu 55,1% — ou seja, o salto de R$ 3,93 bi para R$ 9,02 bi de lucro foi majoritariamente Selic, não operação. E o Focus projeta Selic de 14,25% para 10,0% até 2029-30.
O 2T26 já mostra o motor desacelerando: lucro de ~R$ 2,2 bi, −3,9% a/a, com contribuição negativa simultânea de BrasilPrev (resultado financeiro), BB Corretora (corretagem, sobretudo capitalização) e BrasilSeg. O 1T26 anualizado dá R$ 8,56 bi contra R$ 9,02 bi de 2025 (−5,1%).
Além do resultado, o setor vem sendo rebaixado: "BBSE3 e CXSE3 chegam a despencar 7% com revisão de analistas para ações e dividendos" (Money Times, 27/07/2026); "por que seguradoras da Bolsa brasileira estão sendo rebaixadas?" (InfoMoney, 28/07/2026); Itaú BBA sinalizando queda de até 19% em seis meses para o par BBSE3/CXSE3 (Money Times, 19/06/2026). Em 19/06 já havia registro de pressão do agro sobre a BB Seguridade (Seu Dinheiro).
| Risco | Severidade | Monitorar |
|---|---|---|
| Dependência do resultado financeiro (54% do LAIR) com Selic caindo | Alta | Resultado financeiro trimestral vs Selic |
| Canal exclusivo do Banco do Brasil, em crise de crédito agro | Alta | Originação rural do BB; prêmios da BrasilSeg |
| Lucro já em queda (−3,9% no 2T26) com preço perto da máxima | Alta | Lucro recorrente trimestral |
| Payout de 91,8% incompatível com o crescimento que o DCF assume | Média/Alta | Payout anunciado nos próximos semestres |
| Renovação/precificação do acordo de distribuição com o BB | Média/Alta | Fatos relevantes sobre o acordo |
| Sinistralidade do seguro agro/clima | Média | Índice de sinistralidade da BrasilSeg |
Nota dividendos: 6,5/10 · Nota valorização: 4,5/10 · Nota qualidade: 9,0/10 · Recomendação: Neutro Perfil: quem quer um pagador previsível de qualidade excepcional e aceita que, no juro de hoje, ele rende menos que o CDI. Boa peça de diversificação; não é barganha.
A qualidade é a mais alta da watchlist e continua em 9,0 — ROE nunca abaixo de 45,5% em dez anos, lucro crescendo 9,4% a.a., dividendo em 13 anos consecutivos, capital-light e caixa líquido aumentando mesmo distribuindo R$ 8,27 bi. Isso não está em discussão.
O que está em discussão é o preço e o ciclo, e aí o urso ganha o debate com dois argumentos que o touro não responde. Primeiro: mais da metade do lucro é resultado financeiro (54,1% do LAIR em 2025), que cresceu +191,9% desde 2021 enquanto o EBIT cresceu 55,1% — o salto de lucro foi Selic, e o Focus tira a Selic. Não é projeção: o 2T26 já caiu 3,9% a/a exatamente por queda do resultado financeiro da BrasilPrev. Segundo: a inconsistência interna do DCF. Chegar a R$ 39,09 exige payout de 63,1%; o payout real é 91,8%. Com o payout de verdade, o crescimento implícito cai de 29,84% para ~6,6% a.a. Não se pode comprar o dividendo grande e o crescimento que só existe se o dividendo for pequeno.
Some-se o canal: 100% da distribuição depende do Banco do Brasil, e a análise do BB nesta mesma rodada mostra um banco com LAIR 86% menor e originação agrícola em retração — as duas linhas que já apareceram negativas no 2T26. A assimetria fecha o caso: −20,9% no pessimista contra +11,1% no otimista, com o preço acima do cenário base.
Para renda, o ativo entrega o que promete e a data importa: data-com em 06/08, R$ 1,98/ação, pagos em 03/09. Mas o DY normalizado de 6,77% perde do CDI de 14,71% por mais de 7 p.p. — por isso a nota de renda cai de 8,0 para 6,5. A tese de compra volta quando a Selic cair, que é o mesmo movimento que reduz o lucro: é preciso decidir qual dos dois efeitos chega primeiro, e hoje não há margem de segurança para errar essa ordem.
Mudança vs. revisão anterior (25/07): dividendos 8,0 → 6,5; valorização 6,0 → 4,5; qualidade 9,0 mantida; recomendação Neutro mantida.
Gatilhos que mudariam a tese: 1. Correção de 15%+ sem piora operacional → entra a margem de segurança que hoje não existe → Comprar. 2. Renovação de longo prazo do acordo de distribuição com o BB → reduz o principal risco estrutural. 3. Dois trimestres seguidos de queda de lucro com sinistralidade agro acima do histórico → reduzir.
Fontes: Investidor10 e Yahoo Finance (preço, 03/08/2026 — B3 indisponível), Fato Relevante de 24/06/2026 (R$ 3,85 bi em dividendos intercalares, IPE/CVM), Informativos Mensais de Desempenho (mar, abr e mai/2026), CVM DFP 2025 e ITR 1T26, histórico Investidor10 (10 anos, lucro conferido contra DFP), Boletim Focus/BCB (31/07/2026), Seu Dinheiro (03/08/2026), InfoMoney e Money Times (03/08, 28/07, 27/07 e 19/06/2026).
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