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BBDC3 — Banco Bradesco (ON)

R$ 16,18 (B3)

Financeiro / Bancos · dados de 2026-09-15 10:30 · ⚠ divergência leve

Preço teto — quanto vale a pena pagar

bazinbazin: R$ 12,8712,87gordongordon: R$ 9,559,55grahamgraham: R$ 29,1029,10multiplo plmultiplo pl: R$ 21,1421,14multiplo pvpmultiplo pvp: R$ 17,1917,19Faixa da matriz de sensibilidade: R$ 12,08 a R$ 21,80DCF DamodaranDCF Damodaran: R$ 16,1816,18713192531Preço hoje: R$ 16,18hoje 16,18Preço teto: R$ 10,85
preço justo do método faixa de sensibilidade do DCF ┆ preço de hoje │ preço teto (com margem)
Preço atual R$ 16,18 fonte: B3
Preço justo (consenso) R$ 16,69 mediana das famílias de métodos
PREÇO TETO R$ 10,85 com margem de 35%
Situação acima do teto ⚠ -32,9% até o teto

⚠ acima do teto, MAS o modelo não é confiável aqui: os métodos discordam muito entre si (de R$ 9.55 a R$ 29.10)

Confiança do consenso: baixa · faixa dos métodos: R$ 9,55 a R$ 29,10 · consenso por família: renda R$ 11,21, lucro R$ 25,12, patrimonio R$ 17,19, fluxo_caixa R$ 16,18 (a mediana usou só as duas do meio — renda e lucro ficaram fora) · DY no preço teto: 9,96% (hoje: 6,68%)

MétodoPreçoComo foi calculado O que significa
bazinR$ 12,87DPA de R$ 1.0807 exigindo DY de 8.40%Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação.
gordonR$ 9,55DPA R$ 1.0807, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.00%Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio.
grahamR$ 29,10LPA R$ 2.23 e VPA R$ 16.84Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto.
multiplo plR$ 21,14P/L mediano de 9.46 (8 anos) sobre base de R$ 2.23Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história.
multiplo pvpR$ 17,19P/VP mediano de 1.02 (8 anos) sobre base de R$ 16.84Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história.
dcf damodaranR$ 16,18excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 12.08–21.80)Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado.

Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40% · desconto 18,00% · crescimento usado 6,00% · DPA base R$ 1,0807 = mediana de (12M: R$ 1,4722 · média 5a: R$ 1,0412 · normalizado: R$ 1,0807) · LPA base R$ 2,23 = mediana de (último ano: R$ 2,23 · meio de ciclo: R$ 1,95 · trimestre anualizado: R$ 2,30). Ajuste em config/valuation.json.

Valuation intrínseco — 10 anos projetados (método Damodaran)

Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.

Preço hoje R$ 16,18
Valor intrínseco (cenário base) R$ 15,66 -3,2% vs preço
Valor esperado (3 cenários) R$ 16,18 média ponderada 25/50/25
Comprar abaixo de R$ 12,53 margem de segurança de 20%

⚠ Beta do setor (0.76) ficou abaixo do piso de 0.80 e foi elevado — o custo de capital é uma escolha de política, não um dado. Veja a matriz de sensibilidade.

Três mundos possíveis

pessimista · peso 25%
R$ 8,93
-44.8% vs preço de hoje
roe -3.0 p.p., g -2.0 p.p., ke +2.0 p.p., margem -3.0 p.p.
base · peso 50%
R$ 15,66
-3.2% vs preço de hoje
premissas centrais
otimista · peso 25%
R$ 24,47
+51.2% vs preço de hoje
roe +3.0 p.p., g +1.0 p.p., ke -1.5 p.p., margem +3.0 p.p.

De onde sai o valor

Patrimônio hoje (VPA)
R$ 16,84
+ excedente em 10 anos
R$ -0,63
+ excedente perpétuo
R$ -0,55
= valor por ação
R$ 15,66

47% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.

Os motores do valor

Taxa livre de risco
7,87%
Selic projetada para 2030 pelo mercado (Focus/BCB): 10.00% − spread de default do Brasil 2.13% (Ba1 (Moody's))
Custo de capital (ke)
13,85%
7.87% + 0.80 × 7.47% = 13.85% · beta alavancado do setor 'Bank (Money Center)' = 0.76 (sem realavancagem: dívida é matéria-prima do negócio); elevado ao piso de 0.80 (beta americano subestima risco relativo de ação brasileira)
ROE normalizado
13,27%
mediana dos últimos anos; último ano fechou em 13,27%
Payout normalizado
57,30%
fatia do lucro que sai como provento; o resto fica e rende ROE
Crescimento do lucro
5,66%
(1 − payout 57%) × ROE 13.27% = 5.66% ao ano de lucro retido
ROE na perpetuidade
13,27%
menor entre o ROE normalizado (13.27%) e o custo de capital + 2.0 p.p. de vantagem competitiva (15.85%) — o modelo não assume que a empresa melhora sozinha
Patrimônio por ação (VPA)
R$ 16,84
é a âncora do modelo: o valor parte daqui e soma só o excedente
Crescimento perpétuo
5,50%
IPCA 3.50% (IPCA projetado para 2030 (Focus/BCB)) + PIB real 2.0% = 5.50% (limitado a 7.87%)
Prêmio de risco Brasil
7,47%
Damodaran, atualizado em 2026-01-05

E se as premissas estiverem erradas?

Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo →-2 p.p.-1 p.p.+0 p.p.+1 p.p.+2 p.p.
-2 p.p.20,0320,2920,6421,1121,80
-1 p.p.17,6817,7417,8117,9118,04
+0 p.p.15,8015,7415,6615,5715,44
+1 p.p.14,2514,1313,9713,7813,54
+2 p.p.12,9712,8112,6112,3712,08

Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.

O que o preço de hoje já está dizendo

Para o preço de hoje ser o valor justo, ou o custo de capital -0.26 p.p..

Os 10 anos projetados (cenário base)

AnoVPAROE %Lucro/açãoPayout %ProventoExcedenteA valor de hoje
116,8413,272,2357,301,28-0,101,12
217,8013,272,3657,301,35-0,101,04
318,8113,272,5057,301,43-0,110,97
419,8713,272,6457,301,51-0,120,90
521,0013,272,7957,301,60-0,120,83
622,1913,272,9457,601,69-0,130,78
723,4413,273,1157,801,80-0,140,72
824,7513,273,2858,101,91-0,140,68
926,1213,273,4758,302,02-0,150,63
1027,5713,273,6658,502,14-0,160,58

Checagem interna do modelo: diferença de R$ 0,0000 entre somar o caixa recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.

Em quais meses este ativo paga

jan0,2193
fev0,0173
mar0,1498
abr0,1313
mai0,0189
jun0,1291
jul0,2166
ago0,0189
set0,1637
out0,0863
nov0,0194
dez0,0173

Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 1,4722 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 1,0412.

Links e documentos

Documentos oficiais (CVM)

Histórico (10 anos)

AnoDY %Payout %ROE %P/LP/VPLucro líq.
202612,48 B
20258,3757,3213,276,980,9323,92 B
20249,5253,7110,246,530,6717,54 B
202310,1071,238,6011,310,9714,50 B
20222,8619,8913,376,720,9021,22 B
20215,7662,5014,057,601,0720,51 B
20202,6614,0911,6112,801,4916,55 B
20195,43185,138,0825,292,0422,58 B
20183,0842,9713,9413,401,8716,75 B
20173,2121,4115,8011,161,7617,31 B
20161,2434,2518,068,881,6017,99 B

Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.

Verificação de dados (Investidor10 × fontes oficiais)

VerificaçãoInvestidor10Oficial (B3/CVM)DiferençaStatusObs.
cotacao vs B316,1716,180,06%okB3 em 2026-09-15 10:14:00
ROE vs CVM (anualizado, aproximado)13,66atencaovalor ausente em uma das fontes

Dados oficiais — ITR consolidado (CVM)

Referência2026-06-30
Patrimônio líquidoR$ 182.736.591.000,00
Lucro líq. acumuladoR$ 12.476.353.000,00
Período do lucro2026-01-01 a 2026-06-30

Análise

BBDC3 — Banco Bradesco (ON)

Data da análise: 07/08/2026 Preço de referência: R$ 15,26 ⚠️ Fonte do preço: Investidor10 (data/fundamentals/BBDC3.json). A API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (b3_quote: null; HTTP 520). O preço citado não é o oficial da B3. A validação está em atencao por essa ausência.

Motivo da reabertura: resultado do 2T26 divulgado em 05/08/2026 (lucro de R$ 7 bi, ROE 16,2%), posterior à análise anterior (04/08/2026), somado ao aumento de capital de até R$ 10 bi anunciado em 29/07.


1. Analista Fundamentalista

Indicadores correntes

Indicador Valor
Cotação R$ 15,26
P/L 6,65
P/VP 0,89
DY 12M 9,15%
Variação 12M +21,11%

Macro: Selic 14,00%, CDI 12M 14,71%, IPCA 12M 4,64%.

O resultado do 2T26

Lucro líquido de R$ 7 bi e ROE de 16,2% (TradingView, 05/08/2026).

O pipeline confirma por caminho independente: data/history traz 2026 acumulado em R$ 12,476 bi; o ITR da CVM traz 1T26 em R$ 5,231 bi. O 2T26 implícito é R$ 7,246 bi.

Esse número importa mecanicamente. O data/dcf/BBDC3.json monta os cenários sobre o ROE:

Cenário ROE assumido Valor/ação vs. R$ 15,26
Pessimista 10,27% R$ 8,93 −41,5%
Base 13,27% R$ 15,66 +2,6%
Otimista 16,27% R$ 24,47 +60%

O ROE de 16,2% do 2T26 é, praticamente, o cenário otimista do modelo — entregue. O modelo assume 13,27% (o de 2025) perpetuamente, com o motivo declarado no arquivo: "o modelo não assume que a empresa melhora sozinha". Com ke de 13,85%, o cenário base projeta excesso de retorno negativo — ou seja, o preço-base de R$ 15,66 já embute um banco que destrói valor de leve para sempre. Com ROE de 16,2%, o spread vira +2,35 p.p. positivo e o sinal da conta se inverte.

Limitação declarada: o release do 2T26 não está no índice IPE (data/reports/BBDC3/ tem o 1T26 de 06/05 e o Fato Relevante de 29/07). Índice de eficiência, inadimplência, cobertura e capital do 2T26 não estão disponíveis. Tudo que segue sobre crédito e capital é do 1T26 oficial.

Histórico — 10 anos (data/history/BBDC3.json)

Ano Lucro (R$ bi) ROE Payout LPA VPA P/L P/VP
2016 17,99 18,06% 34,3% 3,28 18,18 8,88 1,60
2017 17,31 15,80% 21,4% 2,87 18,18 11,16 1,76
2018 16,75 13,94% 43,0% 2,53 18,12 13,40 1,87
2019 22,58 8,08% 185,1% 1,35 16,67 25,29 2,04
2020 16,55 11,61% 14,1% 1,89 16,29 12,80 1,49
2021 20,51 14,05% 62,5% 2,13 15,16 7,60 1,07
2022 21,22 13,37% 19,9% 2,00 14,99 6,72 0,90
2023 14,50 8,60% 71,2% 1,35 15,70 11,31 0,97
2024 17,54 10,24% 53,7% 1,63 15,90 6,53 0,67
2025 23,92 13,27% 57,3% 2,24 16,84 6,98 0,93
2026 (1S) 12,48

O momento atual é exceção ou regra? Aqui as duas leituras são verdadeiras ao mesmo tempo, e é isso que torna o caso difícil.

A recuperação é real: do fundo de 2023 (R$ 14,50 bi, ROE de 8,60%) para R$ 23,92 bi em 2025 — o maior lucro da série. O 1S26 com R$ 12,48 bi já é 52% do ano recorde inteiro.

Mas o track record de década é fraco: a média de ROE de 10 anos é 12,70%, contra um custo de capital (ke) de 13,85% calculado pelo próprio modelo. Em uma década inteira, o Bradesco rendeu menos que o próprio custo de capital, e nunca voltou aos 18,06% de 2016. E o crescimento de lucro foi de R$ 17,99 bi (2016) para R$ 23,92 bi (2025) = 3,22% a.a. nominal em 9 anos, contra IPCA de 4,64%: o lucro encolheu em termos reais na década. Mesmo anualizando o 1S26 forte (R$ 24,95 bi), são +4,3% sobre 2025 — crescimento real ~zero.

Renda mensal: meses_pagamento = [1..12] e dpa_12m = R$ 1,489492 (9,76% bruto sobre R$ 15,26). Paga JCP mensal de R$ 0,01725/ação mais os intermediários grandes. Para o objetivo de renda mensal, é dos melhores calendários da watchlist — com a ressalva de que 100% dos 30 eventos de 2025–2026 são JCP, tributado a 17,5% na fonte: o DY líquido é ~7,55%.


2. Analista de Notícias

Aumento de capital (Fato Relevante de 29/07/2026 — fonte primária): até R$ 10 bi, mínimo de R$ 8 bi, com as controladoras assumindo compromisso firme de subscrever até R$ 8 bi. Preço de emissão: R$ 15,43 por ON (deságio de 6% sobre o fechamento de 28/07, que era R$ 16,41). Diluição máxima para quem não subscrever: 3,40%. Efeito de capital declarado: +0,9 p.p. de Capital Principal. Os JCP de 25/03 e 23/06 (R$ 6,5 bi) foram antecipados para 15/09/2026 — e o documento diz textualmente que é "de modo que esses recursos também possam ser utilizados pelos acionistas que aderirem ao direito de preferência".

Resultado: "Bradesco tem lucro líquido de R$ 7 bi no 2º tri e ROE alcança 16,2%" (TradingView, 05/08/2026). "Balanço do Bradesco no 2T26 reforça recuperação, mas ainda esbarra no maior problema dos bancos hoje" (Estadão, 06/08/2026).

Setor: "Bancos enfrentam pressão da inadimplência em cenário de juros elevados" (CNN Brasil, 05/08/2026).


3. Debate (subagentes independentes)

🐂 Caso Touro

  1. O lucro do 2T26 quebra a série. R$ 7,246 bi no trimestre (derivado de history menos ITR CVM, batendo com a manchete). O 1S26 já vale 52% do ano recorde de 2025. Recuperação de +86% desde o fundo de 2023.
  2. ROE de 16,2% é exatamente o cenário otimista do próprio DCF, que vale R$ 24,47. Com ROE 13,27% < ke 13,85%, o base projeta destruição de valor; com 16,2%, o spread vira +2,35 p.p. positivo. É a diferença entre valer menos que o patrimônio e valer 1,45× ele.
  3. O teto de R$ 10,85 está construído sobre um lucro já superado em 39%. A base do modelo é lpa_corrente_anualizado = 1,9547 — o 1T26 anualizado. O 2T26 anualizado dá R$ 2,708. Hoje o papel negocia a 5,6× o run-rate do 2T26, contra P/L mediano de 9,46. E o preço justo do próprio modelo é R$ 16,69 — 9,4% acima do preço de hoje; o teto de R$ 10,85 é só isso menos 35% de margem, uma regra de disciplina, não uma estimativa de valor.
  4. Os controladores estão pondo R$ 8 bi a R$ 15,43 por ON — 1,1% acima do preço de hoje, com dinheiro próprio, semanas antes do 2T26 sair. Diluição máxima de 3,40%, zero para quem exercer a preferência.
  5. A renda não parou durante a virada. R$ 1,4895/ação em 12 meses (9,76% bruto), nos doze meses do ano. O JCP de 15/09 sozinho é 3,84% bruto do preço atual. E a ON é o lado eficiente: subscrição 12,5% mais barata que a PN com JCP só 9,1% menor, mais tag along de 100% contra 80%.

🐻 Caso Urso

  1. O "dividendo" de setembro é uma chamada de capital com IR no caminho. JCP bruto de R$ 0,5857/ON → líquido R$ 0,4832; o cheque para não diluir é R$ 0,8829. Saldo: −R$ 0,40 do bolso do acionista. O JCP líquido cobre 54,7% do desembolso, e os R$ 6,5 bi são 65% do aumento — o banco está recomprando o próprio provento, cobrando R$ 1,14 bi de IRRF de PF no caminho.
  2. O capital regulatório desabou, e o número do Fato Relevante não é o do regulador. Nota das DFs do 1T26: Índice de Capital Principal de 10,2% (era 11,2% em dez/25), com margem excedente caindo de 3,2% para 2,2% — Capital Principal −R$ 7,31 bi num trimestre enquanto o RWA subiu 3,9%. Os "12,7%" do Fato Relevante são pro forma com a Bradsaúde. Os +0,9 p.p. levam o índice real a 11,1% — ainda abaixo de dezembro. Os R$ 10 bi não expandem: repõem.
  3. O lucro que sobe vem em parte de provisão que desce. Cobertura caiu de 183,1% (1T25) para 161,0% (1T26), cinco trimestres em linha reta, enquanto a inadimplência de PF subiu para 5,4% e o Estágio 3 voltou a subir. E o mercado já votou sobre a subscrição: o preço de emissão de R$ 15,43 está acima da cotação de R$ 15,26 — o direito está fora do dinheiro.
  4. Em 10 anos o banco não cobriu o próprio custo de capital. Média de ROE de 12,70% contra ke de 13,85%. No cenário base, o retorno excedente é negativo em todos os 10 anos projetados, e o valor base (R$ 15,66) fica abaixo do VPA de R$ 16,84. Lucro +3,22% a.a. nominal em 9 anos contra IPCA de 4,64% = encolhimento real.
  5. O DCF reverso exige crescimento 2,7× o histórico. Para R$ 15,26 ser justo, o crescimento teria de ser 8,71% a.a. contra os 3,22% realizados. Sem margem: o desconto vs. o DCF base é de apenas 2,6%. Específico da ON: o próprio Fato Relevante confirma que a PN tem "dividendos 10% maiores" — para renda, é a classe errada.

4. Gestor de Risco

Risco Severidade Detalhe
Capital regulatório Alta Capital Principal de 10,2% no 1T26 (11,2% em dez/25), margem excedente cortada de 3,2% para 2,2%. Os R$ 10 bi repõem, não expandem — e podem não ser o último pedido.
Qualidade do lucro Alta Cobertura caiu 22,1 p.p. em 12 meses (183,1% → 161,0%). Lucro que melhora com o colchão de provisão encolhendo é lucro de qualidade baixa.
Track record de década Alta ROE médio de 12,70% < ke de 13,85%; lucro +3,22% a.a. nominal com IPCA de 4,64% = encolhimento real em 9 anos.
Diluição / desembolso Média 3,40% para quem não subscrever; R$ 0,88/ação de cheque para manter a posição, contra JCP líquido de R$ 0,48. Preço de emissão (R$ 15,43) acima do mercado (R$ 15,26).
Ciclo de crédito Média Inadimplência PF em 5,4%; setor sob pressão (CNN, 05/08/2026). Dados do 2T26 não auditáveis.
Classe da ação (ON) Média PN recebe proventos 10% maiores. Para renda, a ON entrega menos; compensa em tag along (100% vs. 80%) e no preço de subscrição.

O que monitorar: (1) Capital Principal do 2T26 e se o aumento recompõe de fato; (2) índice de cobertura — se parar de cair, o lucro perde a alavanca contábil; (3) homologação do aumento pelo BACEN (ainda pendente, admite homologação parcial a partir de R$ 8 bi); (4) se o ROE de 16,2% se sustenta ou reverte à média de 12,70%.


5. Veredito

Recomendação: Neutro — com a melhor assimetria da watchlist entre os quatro reanalisados, e a ressalva de que o preço já não tem margem.

O 2T26 é materialmente bom e o Touro identifica corretamente por quê: o ROE de 16,2% é o cenário otimista do próprio DCF, e o modelo trabalha com 13,27%. Com ROE abaixo do ke de 13,85%, o Bradesco é uma empresa que destrói valor devagar; acima dele, vira outra coisa — o cenário otimista vale R$ 24,47. E o modelo está ancorado num lucro velho: a base de LPA é o 1T26 anualizado (R$ 1,955), 39% abaixo do run-rate do 2T26 (R$ 2,708). Some-se que o preço justo do próprio pipeline é R$ 16,69, 9,4% acima do preço de hoje — este é o único dos quatro ativos reanalisados que negocia abaixo do seu preço justo. O teto de R$ 10,85 é disciplina de compra, não estimativa de valor.

O Urso, porém, encontra o que a manchete esconde, e é factual: o Capital Principal regulatório caiu para 10,2%, com a margem sobre o mínimo cortada de 3,2% para 2,2% em um trimestre — os R$ 10 bi não financiam expansão, repõem perda. A cobertura de provisões caiu 183,1% → 161,0% em cinco trimestres seguidos, o que significa que parte da melhora de lucro vem de colchão encolhendo. E o "JCP antecipado de setembro" é, pelo próprio Fato Relevante, dinheiro para o acionista devolver ao banco na subscrição — saldo de −R$ 0,40 por ação, com IRRF cobrado no caminho. Acima de tudo: em dez anos, ROE médio de 12,70% contra ke de 13,85% e lucro encolhendo em termos reais. É por isso que a nota de qualidade não sobe.

O que decide o Neutro em vez do Comprar: o desconto contra o DCF base é de 2,6% — não há colchão nenhum —, o aumento de capital ainda não foi homologado pelo BACEN, e o preço de emissão de R$ 15,43 está acima do mercado, o que significa que quem exercer a preferência paga mais caro do que compraria na bolsa. Esperar a homologação e o Capital Principal do 2T26 custa pouco e resolve as duas maiores incertezas.

Notas: - nota_dividendos: 6,0 (inalterada) — paga nos 12 meses (o melhor calendário entre os quatro), R$ 1,4895 em 12M = 9,76% bruto; mas 100% em JCP (17,5% de IRRF → ~7,55% líquido), abaixo do CDI de 14,71%, e R$ 6,5 bi do provento voltam ao banco em setembro. - nota_valorizacao: 6,5 (antes 5,5) — sobe um ponto: ROE de 16,2% entrega o cenário otimista (R$ 24,47), o preço está abaixo do preço justo (R$ 16,69) e a base de lucro do modelo está 39% defasada. Trava em 6,5 pela ausência de margem e pelo capital regulatório. - nota_qualidade: 5,5 (inalterada) — dez anos de ROE médio abaixo do custo de capital e lucro encolhendo em termos reais. Dois trimestres bons não corrigem uma década.

Perfil: para quem quer renda mensal com exposição a uma virada operacional e aceita participar de uma chamada de capital. A ON faz sentido para quem valoriza tag along de 100%; para renda pura, a PN paga 10% mais.

Gatilhos que mudariam a tese: 1. Capital Principal do 2T26 se recompondo acima de 11,2% com o aumento homologado — removeria o maior risco e levaria a recomendação a Comprar. 2. ROE se mantendo acima de 15% por mais dois trimestres com a cobertura de provisões estabilizada — provaria que a melhora é operacional, não contábil. 3. Uma segunda chamada de capital, ou a cobertura caindo abaixo de 150% — rebaixaria a tese para Evitar.


Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.

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