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BBAS3 — Banco do Brasil

R$ 22,17 (B3)

Financeiro / Bancos · dados de 2026-09-15 10:29 · ⚠ divergência leve

Preço teto — quanto vale a pena pagar

bazinbazin: R$ 15,2315,23gordongordon: R$ 11,3011,30grahamgraham: R$ 42,1442,14multiplo plmultiplo pl: R$ 15,8615,86multiplo pvpmultiplo pvp: R$ 28,2128,21Faixa da matriz de sensibilidade: R$ 28,10 a R$ 50,76DCF DamodaranDCF Damodaran: R$ 36,7736,77719314355Preço hoje: R$ 22,17hoje 22,17Preço teto: R$ 18,60
preço justo do método faixa de sensibilidade do DCF ┆ preço de hoje │ preço teto (com margem)
Preço atual R$ 22,17 fonte: B3
Preço justo (consenso) R$ 28,61 mediana das famílias de métodos
PREÇO TETO R$ 18,60 com margem de 35%
Situação acima do teto ⚠ -16,1% até o teto

⚠ acima do teto, MAS o modelo não é confiável aqui: 1 alerta(s) sobre os dados — leia antes de usar o número

⚠ DPA de 12M (R$ 0.6904) é 2.7x diferente da média de 5 anos (R$ 1.8604) — o provento desabou. Métodos de renda (bazin, gordon) devem ser lidos com ressalva.

Confiança do consenso: baixa · faixa dos métodos: R$ 11,30 a R$ 42,14 · consenso por família: renda R$ 13,27, lucro R$ 29,00, patrimonio R$ 28,21, fluxo_caixa R$ 36,77 (a mediana usou só as duas do meio — renda e fluxo_caixa ficaram fora) · DY no preço teto: 6,88% (hoje: 5,77%)

MétodoPreçoComo foi calculado O que significa
bazinR$ 15,23DPA de R$ 1.2796 exigindo DY de 8.40%Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação.
gordonR$ 11,30DPA R$ 1.2796, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.00%Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio.
grahamR$ 42,14LPA R$ 2.39 e VPA R$ 33.02Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto.
multiplo plR$ 15,86P/L mediano de 6.63 (8 anos) sobre base de R$ 2.39Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história.
multiplo pvpR$ 28,21P/VP mediano de 0.85 (8 anos) sobre base de R$ 33.02Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história.
dcf damodaranR$ 36,77excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 28.10–50.76)Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado.

Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40% · desconto 18,00% · crescimento usado 6,00% · DPA base R$ 1,2796 = mediana de (12M: R$ 0,6904 · média 5a: R$ 1,8604 · normalizado: R$ 1,2796) · LPA base R$ 2,39 = mediana de (último ano: R$ 2,39 · meio de ciclo: R$ 3,25 · trimestre anualizado: R$ 2,20). Ajuste em config/valuation.json.

Valuation intrínseco — 10 anos projetados (método Damodaran)

Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.

Preço hoje R$ 22,17
Valor intrínseco (cenário base) R$ 36,82 66,1% vs preço
Valor esperado (3 cenários) R$ 36,77 média ponderada 25/50/25
Comprar abaixo de R$ 29,46 margem de segurança de 20%

⚠ ROE do último ano (7.2%) está longe da mediana de 5 anos (14.7%), que é o que o modelo usa. Se a mudança for estrutural e não cíclica, o valor está errado.

⚠ Beta do setor (0.76) ficou abaixo do piso de 0.80 e foi elevado — o custo de capital é uma escolha de política, não um dado. Veja a matriz de sensibilidade.

Três mundos possíveis

pessimista · peso 25%
R$ 20,05
-9.6% vs preço de hoje
roe -3.0 p.p., g -2.0 p.p., ke +2.0 p.p., margem -3.0 p.p.
base · peso 50%
R$ 36,82
+66.1% vs preço de hoje
premissas centrais
otimista · peso 25%
R$ 53,38
+140.8% vs preço de hoje
roe +3.0 p.p., g +1.0 p.p., ke -1.5 p.p., margem +3.0 p.p.

De onde sai o valor

Patrimônio hoje (VPA)
R$ 33,02
+ excedente em 10 anos
R$ 1,94
+ excedente perpétuo
R$ 1,87
= valor por ação
R$ 36,82

57% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.

Os motores do valor

Taxa livre de risco
7,87%
Selic projetada para 2030 pelo mercado (Focus/BCB): 10.00% − spread de default do Brasil 2.13% (Ba1 (Moody's))
Custo de capital (ke)
13,85%
7.87% + 0.80 × 7.47% = 13.85% · beta alavancado do setor 'Bank (Money Center)' = 0.76 (sem realavancagem: dívida é matéria-prima do negócio); elevado ao piso de 0.80 (beta americano subestima risco relativo de ação brasileira)
ROE normalizado
14,67%
mediana dos últimos anos; último ano fechou em 7,24%
Payout normalizado
41,00%
fatia do lucro que sai como provento; o resto fica e rende ROE
Crescimento do lucro
8,66%
(1 − payout 41%) × ROE 14.67% = 8.66% ao ano de lucro retido
ROE na perpetuidade
14,67%
menor entre o ROE normalizado (14.67%) e o custo de capital + 2.0 p.p. de vantagem competitiva (15.85%) — o modelo não assume que a empresa melhora sozinha
Patrimônio por ação (VPA)
R$ 33,02
é a âncora do modelo: o valor parte daqui e soma só o excedente
Crescimento perpétuo
5,50%
IPCA 3.50% (IPCA projetado para 2030 (Focus/BCB)) + PIB real 2.0% = 5.50% (limitado a 7.87%)
Prêmio de risco Brasil
7,47%
Damodaran, atualizado em 2026-01-05

E se as premissas estiverem erradas?

Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo →-2 p.p.-1 p.p.+0 p.p.+1 p.p.+2 p.p.
-2 p.p.44,8145,6946,8548,4450,76
-1 p.p.41,2941,8842,6443,6345,00
+0 p.p.36,3736,5736,8237,1537,57
+1 p.p.32,3732,3432,3032,2432,18
+2 p.p.29,0728,8928,6828,4228,10

Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.

O que o preço de hoje já está dizendo

Para o preço de hoje ser o valor justo, ou o custo de capital +4.52 p.p..

Os 10 anos projetados (cenário base)

AnoVPAROE %Lucro/açãoPayout %ProventoExcedenteA valor de hoje
133,0214,674,8441,001,990,271,74
235,8814,675,2641,002,160,301,66
338,9814,675,7241,002,340,321,59
442,3614,676,2241,002,550,351,52
546,0314,676,7541,002,770,381,45
650,0214,677,3445,303,320,411,53
754,0314,677,9349,603,930,451,59
858,0314,678,5253,904,590,481,63
961,9514,679,0958,205,290,511,65
1065,7514,679,6562,506,030,541,65

Checagem interna do modelo: diferença de R$ 0,0000 entre somar o caixa recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.

Em quais meses este ativo paga

jan
fev0,4246
mar0,4316
abr
mai
jun0,4465
jul
ago0,4413
set0,1645
out
nov0,3941
dez0,3162

Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 0,6904 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 1,8604.

Links e documentos

Documentos oficiais (CVM)

Histórico (10 anos)

AnoDY %Payout %ROE %P/LP/VPLucro líq.
20266,36 B
20255,3449,497,249,170,6616,78 B
202410,7556,8114,675,250,7729,17 B
20238,2040,9718,914,960,9433,17 B
202211,9240,0418,783,330,6329,85 B
20217,8435,4012,854,510,5819,72 B
20203,8031,8411,398,360,9513,29 B
20194,8238,7519,588,011,5718,89 B
20183,2634,3114,1010,531,4812,65 B
20172,9624,8112,748,381,0710,88 B
20162,6524,5811,659,291,088,66 B

Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.

Verificação de dados (Investidor10 × fontes oficiais)

VerificaçãoInvestidor10Oficial (B3/CVM)DiferençaStatusObs.
cotacao vs B322,1222,170,23%okB3 em 2026-09-15 10:13:00
ROE vs CVM (anualizado, aproximado)6,67atencaovalor ausente em uma das fontes

Dados oficiais — ITR consolidado (CVM)

Referência2026-06-30
Patrimônio líquidoR$ 190.767.860.000,00
Lucro líq. acumuladoR$ 6.362.961.000,00
Período do lucro2026-01-01 a 2026-06-30

Análise

BBAS3 — Banco do Brasil

Data da análise: 03/08/2026 (rev. 4 — qualidade do lucro e composição fiscal) · Preço de referência: R$ 21,26 Tipo: Ação (Financeiro/Bancos) · Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,71% (12M) · IPCA 4,64% Verificação de dados: ✓ ok (lucro 2025 conferido contra DFP oficial: diferença 0,0%) ⚠ Fonte do preço: a API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (HTTP 520). O preço acima vem do Investidor10, conferido contra o Yahoo Finance no fechamento de 03/08 (R$ 21,27 — diferença de 0,05%).


1. Analista Fundamentalista

Indicador Atual Leitura
P/L 9,63 Caro para banco brasileiro (mediana 8a: 6,63) — é o lucro que está deprimido
P/VP 0,64 36% abaixo do patrimônio; mediana de 8 anos: 0,85
ROE (2025) 7,2% Pouco mais da metade do custo de capital (13,85%)
DY 12M 2,55% Contra CDI de 14,71%
VPA R$ 33,02 Continua subindo mesmo no ano da crise
Capital Principal 11,59% (1T26) Acima do mínimo regulatório, +62 bps a/a

Histórico (10 anos) — o momento atual é exceção ou regra?

2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
ROE 11,7% 12,8% 14,1% 19,6% 11,4% 12,9% 18,8% 18,9% 14,7% 7,2%
DY 2,6% 3,0% 3,3% 4,8% 3,8% 7,8% 11,9% 8,2% 10,7% 5,3%
Payout 24,6% 24,8% 34,3% 38,7% 31,8% 35,4% 40,0% 41,0% 56,8% 49,5%

Lucro líquido: R$ 33,2 bi (2023) → 29,2 bi (2024) → 16,8 bi (2025). Em dez anos — incluindo a recessão de 2015-16 e a pandemia — o piso de ROE havia sido 11,4%. 2025 é o pior ano da série, com folga.

A descoberta desta revisão, que corrige a leitura anterior: a queda operacional é muito maior do que a do lucro líquido. Na DRE da CVM (data/financials/BBAS3.json), o resultado antes dos tributos foi R$ 41,1 bi (2023) → R$ 27,7 bi (2024) → R$ 5,6 bi (2025) — queda de 86%, não de 49%. O lucro de R$ 16,8 bi só existe porque a linha de imposto foi positiva em R$ 11,2 bi (alíquota efetiva de −199%). O 1T26 repete o padrão: LAIR de R$ 1,02 bi virou lucro contábil de R$ 3,11 bi. Cerca de dois terços do lucro recente vêm de crédito tributário/ativo fiscal diferido, não da operação. Não é irregularidade — é em boa parte efeito da Resolução 4966, que trocou perda incorrida por perda esperada em 2025 — mas significa que o lucro contábil está melhor que a operação, e não o contrário. As revisões anteriores liam "lucro caiu 49%"; o número operacional é pior.

A causa da provisão tem nome e data: custo do crédito de R$ 18,9 bi no 1T26, +85,8% a/a, consumindo 69% da margem financeira bruta do trimestre (Boletim de Resultados 1T26 do BB). O NPL rural foi de 1,0% (dez/23) → 2,5% (dez/24) → 3,5% (jun/25), puxado por soja, milho, pecuária e recuperações judiciais das safras de 2023 e 2024, com produtores superalavancados (Moody's, Credit Opinion, 24/06/2026). O agro é ~33% da carteira, e o BB tem 50% do mercado de financiamento agrícola.

Exceção ou regra? A evidência está dividida, e é honesto dizer isso: - A favor de "exceção": as novas safras de crédito PME já saem com NPL de 6,1%, contra 10,6% do estoque; 87% dos empréstimos em estágio 3 já estão provisionados; o patrimônio cresceu R$ 9,4 bi em 2025 e o VPA subiu de R$ 31,34 para R$ 33,02 mesmo no fundo do poço. - A favor de "regra": o colchão econômico afinou — capital tangível/RWA caiu de 8,6% (dez/24) para 7,1% (jun/25), e inadimplentes/(capital tangível + reservas) saltou de 17,6% para 46,2%.

2. Analista de Notícias

O socorro está vindo de fora do banco: MP de R$ 100 bi ao agro tratada como gatilho de compra (Money Times, 17/07/2026); ação disparou com perspectiva de melhora da inadimplência após medida provisória (Valor Investe, 21/07/2026); alívio de caixa com adiamento de pagamentos ao Tesouro (26/06/2026). No mesmo dia 03/07 saíram manchetes contraditórias — "BB anuncia R$ 210 bi para a safra 26/27" (Investidor10) e "BB reduz crédito ofertado para a safra 26/27" (Globo Rural). O Itaú BBA sustenta que "BB ainda vai enfrentar o pior do agro" (08/06/2026). Preço-alvo médio de 14 analistas: R$ 25,30, com 10 compras, 2 manter, 2 vender (Boletim 1T26, 15/05/2026).

3. Debate (agentes independentes — cada lado montou seu caso sem ver o outro)

Tese Otimista (Touro)

  1. O patrimônio nunca parou de compor: PL de R$ 173,6 bi (2023) → R$ 196,9 bi (1T26); carteira expandida de R$ 1,3 tri (+14,8% a/a). Paga-se R$ 0,64 por R$ 1,00 de um capital que segue crescendo.
  2. Quebrou a provisão, não a receita: resultado bruto de intermediação de R$ 88,7 bi (2023) → R$ 101,0 bi (2025); índice de eficiência de 28,0%. Toda a queda do lucro cabe numa única linha.
  3. O preço embute ROE perpétuo de ~10,8% (Gordon sobre patrimônio, com ke 13,85% e g 5,5%) — abaixo do pior ano da década excetuando 2025. O DCF reverso exige ke de ~18,8% para justificar R$ 21,26.
  4. Assimetria: cenário pessimista do DCF = R$ 20,05, praticamente o preço de hoje (downside modelado de −6%); base = R$ 36,82 (+73%); piso da matriz inteira de sensibilidade = R$ 28,10, 32% acima do preço.
  5. Juro caindo ataca a causa raiz: Focus projeta Selic 12,0% (2027) → 10,0% (2029-30), o que alivia o devedor, barateia a captação e eleva mecanicamente o preço teto (hoje calibrado em Selic de 14,25%).

Tese Pessimista (Urso)

  1. A operação caiu 86%, não 49% — e dois terços do lucro vêm de crédito tributário, que não se repete indefinidamente (detalhado na seção 1).
  2. ROE (7,2%) < custo de capital (13,85%): enquanto isso for verdade, cada real retido vale menos de um real, e P/VP abaixo de 1 é a resposta aritmética correta, não uma distorção. O cenário pessimista do próprio DCF (R$ 20,05; P/VP implícito 0,61) já é o preço de mercado — não há desconto, há um diagnóstico.
  3. Renda de museu: DPA 12M de R$ 0,5507 contra média de 5 anos de R$ 1,8604. R$ 10.000 aplicados renderam ~R$ 255 em 12 meses; no CDI, ~R$ 1.471. E o payout foi cortado para 30% em 2026 — o estatuto garante apenas 25%.
  4. Risco político é o balanço, não hipótese: a Moody's escreve que a concentração no agro "reflete o papel político do BB no financiamento do agronegócio". Quando o balanço é instrumento de política agrícola, o minoritário é carona, não sócio.
  5. Value trap com sete anos de evidência: fechamento de 2019 = R$ 26,41; hoje = R$ 21,26 — 20% abaixo, já ajustado por desdobramento. As máximas de 2019 (27,95), 2024 (29,95) e 2025 (30,04) desenham um teto de R$ 28-30 que o papel toca e devolve, repetidamente.

4. Gestor de Risco

Risco Severidade Monitorar
Lucro dependente de crédito tributário Alta LAIR (linha 3.05 do ITR), não o lucro líquido
Concentração no agro (33% da carteira, 50% de share) Alta NPL rural trimestral; safra 26/27
Interferência política (crédito dirigido, pauta-bomba) Alta MPs de socorro; regras de crédito subsidiado
Capital tangível afinando (7,1% do RWA em jun/25) Média/Alta Basileia e capital tangível no ITR
Dividendo suspenso na prática (payout 30%) Média Política de remuneração para 2027

5. Veredito Final

Nota dividendos: 3,0/10 · Nota valorização: 6,0/10 · Nota qualidade: 6,5/10 · Recomendação: Neutro Perfil: contrarian paciente, horizonte de 3-5 anos, montando posição em escada. Não serve para renda mensal agora.

Touro e urso concordam no diagnóstico — o problema é o custo do crédito agrícola e o patrimônio segue intacto — e divergem na única pergunta que importa: o ROE de 7,2% é o fundo de um ciclo ou o novo patamar? O que esta revisão acrescenta é desconfortável para os dois lados. A operação está pior do que o lucro líquido sugere (LAIR de R$ 5,6 bi em 2025, não R$ 16,8 bi), o que enfraquece o argumento de normalização no curto prazo; mas os indicadores de originação nova (NPL de 6,1% nas safras recentes de PME, 87% de cobertura no estágio 3) e o patrimônio crescendo mostram que a franquia não foi destruída. A assimetria de preço é real — comprar a R$ 21,26 é comprar praticamente em cima do cenário pessimista do DCF —, mas ela existe justamente porque o mercado exige prova, e a prova ainda não veio. Não há pressa: o dividendo que justifica a tese é o de 2028, não o de 2026.

Sobre o preço teto: o modelo diz R$ 18,60, e a ação está 12,5% acima, com confiança baixa. O próprio arquivo explica por quê — o teto é calculado sobre um DPA (R$ 0,55) e um LPA (R$ 2,39) que são exatamente os números deprimidos que a tese diz serem temporários. Pagar acima desse teto é escolha consciente, não descuido; mas só se paga se o ciclo virar.

Mudança vs. revisão anterior (17/07): notas de 3,5 / 6,5 / 7,5 caem para 3,0 / 6,0 / 6,5. A queda das três vem da mesma descoberta — a composição fiscal do lucro, que não havia sido isolada antes. A recomendação Neutro é mantida.

Gatilhos que mudariam a tese: 1. LAIR trimestral voltando à casa dos R$ 8-10 bi (operação sustentando o lucro sem a muleta fiscal) → Comprar. 2. NPL rural cedendo por dois trimestres seguidos + payout anunciado acima de 40% para 2027. 3. Capital tangível/RWA abaixo de 7% ou nova rodada de crédito dirigido sem compensação do Tesouro → Evitar.


Fontes: Investidor10 e Yahoo Finance (preço, 03/08/2026 — B3 indisponível), CVM ITR 1T26 e DFP 2025, Boletim de Resultados 1T26 (BB), Moody's Credit Opinion (24/06/2026), histórico Investidor10 (10 anos, lucro conferido contra DFP), Boletim Focus/BCB (31/07/2026), Google News (Valor Investe, Money Times, InfoMoney, Investidor10, Globo Rural).

Este material é gerado por IA para estudo pessoal e não constitui recomendação de investimento.

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