Financeiro / Bancos · dados de 2026-09-15 10:29 · ⚠ divergência leve
⚠ acima do teto, MAS o modelo não é confiável aqui: 1 alerta(s) sobre os dados — leia antes de usar o número
⚠ DPA de 12M (R$ 0.6904) é 2.7x diferente da média de 5 anos (R$ 1.8604) — o provento desabou. Métodos de renda (bazin, gordon) devem ser lidos com ressalva.
Confiança do consenso: baixa · faixa dos métodos: R$ 11,30 a R$ 42,14 · consenso por família: renda R$ 13,27, lucro R$ 29,00, patrimonio R$ 28,21, fluxo_caixa R$ 36,77 (a mediana usou só as duas do meio — renda e fluxo_caixa ficaram fora) · DY no preço teto: 6,88% (hoje: 5,77%)
| Método | Preço | Como foi calculado | O que significa |
|---|---|---|---|
| bazin | R$ 15,23 | DPA de R$ 1.2796 exigindo DY de 8.40% | Preço no qual o dividendo atual entrega o DY que exigimos de uma ação. |
| gordon | R$ 11,30 | DPA R$ 1.2796, crescimento 6.0% a.a., desconto 18.00% | Valor presente dos dividendos futuros, descontados à Selic + prêmio. |
| graham | R$ 42,14 | LPA R$ 2.39 e VPA R$ 33.02 | Fórmula clássica de Graham. A mais permissiva no Brasil de juro alto. |
| multiplo pl | R$ 15,86 | P/L mediano de 6.63 (8 anos) sobre base de R$ 2.39 | Preço se a ação voltar ao P/L típico da sua própria história. |
| multiplo pvp | R$ 28,21 | P/VP mediano de 0.85 (8 anos) sobre base de R$ 33.02 | Preço se a ação voltar ao P/VP típico da sua própria história. |
| dcf damodaran | R$ 36,77 | excesso de retorno sobre o patrimônio, média dos 3 cenários (sensibilidade R$ 28.10–50.76) | Valor presente de 10 anos de caixa projetado (método Damodaran). É o único método que olha para frente em vez de extrapolar o passado. |
Premissas: Selic 14,00% · DY alvo 8,40%
· desconto 18,00% · crescimento usado
6,00% · DPA base R$ 1,2796
= mediana de (12M: R$ 0,6904 · média 5a:
R$ 1,8604 · normalizado:
R$ 1,2796) · LPA base R$ 2,39 = mediana de (último ano: R$ 2,39 · meio de ciclo: R$ 3,25 · trimestre anualizado: R$ 2,20).
Ajuste em config/valuation.json.
Excesso de retorno sobre o patrimônio — Banco não tem 'dívida' a subtrair: depósito é a matéria-prima dele. Então parte-se do patrimônio que existe hoje e soma-se só o que ele render ACIMA do custo de capital. Se o ROE for igual ao custo de capital, a ação vale exatamente 1x o VPA.
⚠ ROE do último ano (7.2%) está longe da mediana de 5 anos (14.7%), que é o que o modelo usa. Se a mudança for estrutural e não cíclica, o valor está errado.
⚠ Beta do setor (0.76) ficou abaixo do piso de 0.80 e foi elevado — o custo de capital é uma escolha de política, não um dado. Veja a matriz de sensibilidade.
57% do valor está na perpetuidade — no que acontece DEPOIS do ano 10. Quanto maior essa fatia, mais o número depende de fé e menos de conta.
| Custo de capital ↓ / Crescimento perpétuo → | -2 p.p. | -1 p.p. | +0 p.p. | +1 p.p. | +2 p.p. |
|---|---|---|---|---|---|
| -2 p.p. | 44,81 | 45,69 | 46,85 | 48,44 | 50,76 |
| -1 p.p. | 41,29 | 41,88 | 42,64 | 43,63 | 45,00 |
| +0 p.p. | 36,37 | 36,57 | 36,82 | 37,15 | 37,57 |
| +1 p.p. | 32,37 | 32,34 | 32,30 | 32,24 | 32,18 |
| +2 p.p. | 29,07 | 28,89 | 28,68 | 28,42 | 28,10 |
Cada célula é o valor por ação se aquela premissa mudar. A célula contornada é o cenário base. Verde = acima do preço de hoje, vermelho = abaixo. Se o preço atual cabe dentro da matriz, o mercado não está errado — você está escolhendo em qual célula acredita.
Para o preço de hoje ser o valor justo, ou o custo de capital +4.52 p.p..
| Ano | VPA | ROE % | Lucro/ação | Payout % | Provento | Excedente | A valor de hoje |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 33,02 | 14,67 | 4,84 | 41,00 | 1,99 | 0,27 | 1,74 |
| 2 | 35,88 | 14,67 | 5,26 | 41,00 | 2,16 | 0,30 | 1,66 |
| 3 | 38,98 | 14,67 | 5,72 | 41,00 | 2,34 | 0,32 | 1,59 |
| 4 | 42,36 | 14,67 | 6,22 | 41,00 | 2,55 | 0,35 | 1,52 |
| 5 | 46,03 | 14,67 | 6,75 | 41,00 | 2,77 | 0,38 | 1,45 |
| 6 | 50,02 | 14,67 | 7,34 | 45,30 | 3,32 | 0,41 | 1,53 |
| 7 | 54,03 | 14,67 | 7,93 | 49,60 | 3,93 | 0,45 | 1,59 |
| 8 | 58,03 | 14,67 | 8,52 | 53,90 | 4,59 | 0,48 | 1,63 |
| 9 | 61,95 | 14,67 | 9,09 | 58,20 | 5,29 | 0,51 | 1,65 |
| 10 | 65,75 | 14,67 | 9,65 | 62,50 | 6,03 | 0,54 | 1,65 |
Checagem interna do modelo: diferença de
R$ 0,0000 entre somar o caixa
recebido e somar o excedente sobre o custo de capital — as duas contas têm que
dar o mesmo número. Premissas em config/dcf.json.
Meses em que o ativo pagou nos últimos 3 anos, com o valor médio bruto por ação naquele mês. DPA dos últimos 12 meses: R$ 0,6904 · média dos últimos 5 anos fechados: R$ 1,8604.
| Ano | DY % | Payout % | ROE % | P/L | P/VP | Lucro líq. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | — | — | — | — | — | 6,36 B |
| 2025 | 5,34 | 49,49 | 7,24 | 9,17 | 0,66 | 16,78 B |
| 2024 | 10,75 | 56,81 | 14,67 | 5,25 | 0,77 | 29,17 B |
| 2023 | 8,20 | 40,97 | 18,91 | 4,96 | 0,94 | 33,17 B |
| 2022 | 11,92 | 40,04 | 18,78 | 3,33 | 0,63 | 29,85 B |
| 2021 | 7,84 | 35,40 | 12,85 | 4,51 | 0,58 | 19,72 B |
| 2020 | 3,80 | 31,84 | 11,39 | 8,36 | 0,95 | 13,29 B |
| 2019 | 4,82 | 38,75 | 19,58 | 8,01 | 1,57 | 18,89 B |
| 2018 | 3,26 | 34,31 | 14,10 | 10,53 | 1,48 | 12,65 B |
| 2017 | 2,96 | 24,81 | 12,74 | 8,38 | 1,07 | 10,88 B |
| 2016 | 2,65 | 24,58 | 11,65 | 9,29 | 1,08 | 8,66 B |
Lucro de 2025 conferido contra a DFP oficial (CVM): diferença de 0,00%.
| Verificação | Investidor10 | Oficial (B3/CVM) | Diferença | Status | Obs. |
|---|---|---|---|---|---|
| cotacao vs B3 | 22,12 | 22,17 | 0,23% | ok | B3 em 2026-09-15 10:13:00 |
| ROE vs CVM (anualizado, aproximado) | — | 6,67 | — | atencao | valor ausente em uma das fontes |
Data da análise: 03/08/2026 (rev. 4 — qualidade do lucro e composição fiscal) · Preço de referência: R$ 21,26 Tipo: Ação (Financeiro/Bancos) · Contexto macro: Selic 14,25% · CDI 14,71% (12M) · IPCA 4,64% Verificação de dados: ✓ ok (lucro 2025 conferido contra DFP oficial: diferença 0,0%) ⚠ Fonte do preço: a API de cotação da B3 está fora do ar desde 29/07/2026 (HTTP 520). O preço acima vem do Investidor10, conferido contra o Yahoo Finance no fechamento de 03/08 (R$ 21,27 — diferença de 0,05%).
| Indicador | Atual | Leitura |
|---|---|---|
| P/L | 9,63 | Caro para banco brasileiro (mediana 8a: 6,63) — é o lucro que está deprimido |
| P/VP | 0,64 | 36% abaixo do patrimônio; mediana de 8 anos: 0,85 |
| ROE (2025) | 7,2% | Pouco mais da metade do custo de capital (13,85%) |
| DY 12M | 2,55% | Contra CDI de 14,71% |
| VPA | R$ 33,02 | Continua subindo mesmo no ano da crise |
| Capital Principal | 11,59% (1T26) | Acima do mínimo regulatório, +62 bps a/a |
| 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ROE | 11,7% | 12,8% | 14,1% | 19,6% | 11,4% | 12,9% | 18,8% | 18,9% | 14,7% | 7,2% |
| DY | 2,6% | 3,0% | 3,3% | 4,8% | 3,8% | 7,8% | 11,9% | 8,2% | 10,7% | 5,3% |
| Payout | 24,6% | 24,8% | 34,3% | 38,7% | 31,8% | 35,4% | 40,0% | 41,0% | 56,8% | 49,5% |
Lucro líquido: R$ 33,2 bi (2023) → 29,2 bi (2024) → 16,8 bi (2025). Em dez anos — incluindo a recessão de 2015-16 e a pandemia — o piso de ROE havia sido 11,4%. 2025 é o pior ano da série, com folga.
A descoberta desta revisão, que corrige a leitura anterior: a queda operacional é muito maior do que a
do lucro líquido. Na DRE da CVM (data/financials/BBAS3.json), o resultado antes dos tributos foi
R$ 41,1 bi (2023) → R$ 27,7 bi (2024) → R$ 5,6 bi (2025) — queda de 86%, não de 49%. O lucro de
R$ 16,8 bi só existe porque a linha de imposto foi positiva em R$ 11,2 bi (alíquota efetiva de −199%).
O 1T26 repete o padrão: LAIR de R$ 1,02 bi virou lucro contábil de R$ 3,11 bi. Cerca de dois terços do
lucro recente vêm de crédito tributário/ativo fiscal diferido, não da operação. Não é irregularidade —
é em boa parte efeito da Resolução 4966, que trocou perda incorrida por perda esperada em 2025 — mas
significa que o lucro contábil está melhor que a operação, e não o contrário. As revisões anteriores
liam "lucro caiu 49%"; o número operacional é pior.
A causa da provisão tem nome e data: custo do crédito de R$ 18,9 bi no 1T26, +85,8% a/a, consumindo 69% da margem financeira bruta do trimestre (Boletim de Resultados 1T26 do BB). O NPL rural foi de 1,0% (dez/23) → 2,5% (dez/24) → 3,5% (jun/25), puxado por soja, milho, pecuária e recuperações judiciais das safras de 2023 e 2024, com produtores superalavancados (Moody's, Credit Opinion, 24/06/2026). O agro é ~33% da carteira, e o BB tem 50% do mercado de financiamento agrícola.
Exceção ou regra? A evidência está dividida, e é honesto dizer isso: - A favor de "exceção": as novas safras de crédito PME já saem com NPL de 6,1%, contra 10,6% do estoque; 87% dos empréstimos em estágio 3 já estão provisionados; o patrimônio cresceu R$ 9,4 bi em 2025 e o VPA subiu de R$ 31,34 para R$ 33,02 mesmo no fundo do poço. - A favor de "regra": o colchão econômico afinou — capital tangível/RWA caiu de 8,6% (dez/24) para 7,1% (jun/25), e inadimplentes/(capital tangível + reservas) saltou de 17,6% para 46,2%.
O socorro está vindo de fora do banco: MP de R$ 100 bi ao agro tratada como gatilho de compra (Money Times, 17/07/2026); ação disparou com perspectiva de melhora da inadimplência após medida provisória (Valor Investe, 21/07/2026); alívio de caixa com adiamento de pagamentos ao Tesouro (26/06/2026). No mesmo dia 03/07 saíram manchetes contraditórias — "BB anuncia R$ 210 bi para a safra 26/27" (Investidor10) e "BB reduz crédito ofertado para a safra 26/27" (Globo Rural). O Itaú BBA sustenta que "BB ainda vai enfrentar o pior do agro" (08/06/2026). Preço-alvo médio de 14 analistas: R$ 25,30, com 10 compras, 2 manter, 2 vender (Boletim 1T26, 15/05/2026).
| Risco | Severidade | Monitorar |
|---|---|---|
| Lucro dependente de crédito tributário | Alta | LAIR (linha 3.05 do ITR), não o lucro líquido |
| Concentração no agro (33% da carteira, 50% de share) | Alta | NPL rural trimestral; safra 26/27 |
| Interferência política (crédito dirigido, pauta-bomba) | Alta | MPs de socorro; regras de crédito subsidiado |
| Capital tangível afinando (7,1% do RWA em jun/25) | Média/Alta | Basileia e capital tangível no ITR |
| Dividendo suspenso na prática (payout 30%) | Média | Política de remuneração para 2027 |
Nota dividendos: 3,0/10 · Nota valorização: 6,0/10 · Nota qualidade: 6,5/10 · Recomendação: Neutro Perfil: contrarian paciente, horizonte de 3-5 anos, montando posição em escada. Não serve para renda mensal agora.
Touro e urso concordam no diagnóstico — o problema é o custo do crédito agrícola e o patrimônio segue intacto — e divergem na única pergunta que importa: o ROE de 7,2% é o fundo de um ciclo ou o novo patamar? O que esta revisão acrescenta é desconfortável para os dois lados. A operação está pior do que o lucro líquido sugere (LAIR de R$ 5,6 bi em 2025, não R$ 16,8 bi), o que enfraquece o argumento de normalização no curto prazo; mas os indicadores de originação nova (NPL de 6,1% nas safras recentes de PME, 87% de cobertura no estágio 3) e o patrimônio crescendo mostram que a franquia não foi destruída. A assimetria de preço é real — comprar a R$ 21,26 é comprar praticamente em cima do cenário pessimista do DCF —, mas ela existe justamente porque o mercado exige prova, e a prova ainda não veio. Não há pressa: o dividendo que justifica a tese é o de 2028, não o de 2026.
Sobre o preço teto: o modelo diz R$ 18,60, e a ação está 12,5% acima, com confiança baixa. O próprio
arquivo explica por quê — o teto é calculado sobre um DPA (R$ 0,55) e um LPA (R$ 2,39) que são exatamente
os números deprimidos que a tese diz serem temporários. Pagar acima desse teto é escolha consciente, não
descuido; mas só se paga se o ciclo virar.
Mudança vs. revisão anterior (17/07): notas de 3,5 / 6,5 / 7,5 caem para 3,0 / 6,0 / 6,5. A queda das três vem da mesma descoberta — a composição fiscal do lucro, que não havia sido isolada antes. A recomendação Neutro é mantida.
Gatilhos que mudariam a tese: 1. LAIR trimestral voltando à casa dos R$ 8-10 bi (operação sustentando o lucro sem a muleta fiscal) → Comprar. 2. NPL rural cedendo por dois trimestres seguidos + payout anunciado acima de 40% para 2027. 3. Capital tangível/RWA abaixo de 7% ou nova rodada de crédito dirigido sem compensação do Tesouro → Evitar.
Fontes: Investidor10 e Yahoo Finance (preço, 03/08/2026 — B3 indisponível), CVM ITR 1T26 e DFP 2025, Boletim de Resultados 1T26 (BB), Moody's Credit Opinion (24/06/2026), histórico Investidor10 (10 anos, lucro conferido contra DFP), Boletim Focus/BCB (31/07/2026), Google News (Valor Investe, Money Times, InfoMoney, Investidor10, Globo Rural).
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